Mensagem paroquial da Sé Velha – Novembro 2014

Mensagem paroquial da Sé Velha – Novembro 2014

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A mensagem do Pároco deve ser um abraço amigo e uma permanente actualização do serviço que devo em ordem à salvação.


Sinto por vós, como filhos de Deus e peregrinos do Ceu, uma natural afeição e desejo de estar convosco. A Sé Velha é o nosso envelope que guarda os mistérios do reino e os sinais mais visíveis da nossa comunhão de vida.


Estamos a entrar no mês das almas e na preparação da solenidade da festa da nossa Catedral. A lembrança das almas dos nossos familiares e amigos é um culto sadio do amor que não morre e nos acorda para os valores da vida eterna. Preocupa-me todos os dias tomar parte no coro dos que rezam “dai-lhes Senhor o descanso eterno”.


Agora, gostaria de mobilizar as vossas atenções para a preparação da Solenidade Litúrgica do próximo dia 16, domingo às 11 horas, com o natural apelo à vossa presença participativa. O convite é da própria Igreja e da sua dignidade como Igreja mãe, onde se guarda a cadeira do Senhor Bispo, mestre e Pastor, e se congrega a assembleia, símbolo do povo de Deus de toda a Diocese.


Apesar de, nos últimos anos a projectada unidade das duas Sés ter sido ensombrada por notícias falaciosas, a Sé Velha continua a ser a única e verdadeira Catedral de Coimbra. Qualquer outra igreja pode servir de pró-catedral, a mando do Senhor Bispo, mas a dignidade catedralícia é única e celebra-se em Coimbra no próximo dia 16.


Com efeito, a tentativa de fazer da Sé Nova a Sé Catedral foi lançada pelos cónegos que abandonaram a Sé Velha em 1772. Em 1900 o Papa S. Pio X, em sintonia com o Bispo D. Manuel Correia de Bastos Pina, declara a Sé Velha como Catedral legitima e desde então ninguém pôs em dúvida a dignidade da Catedral de Coimbra, senão os eventuais adeptos dos cónegos abandonantes.


Numa altura em que a Sé Velha é procurada por milhares de turistas e peregrinos, não faz sentido o desconhecimento dos diocesanos de Coimbra sobre a sua Catedral.


A próxima festa do dia 16 pode ser uma boa oportunidade para abrir os corações à unidade da fé cristã homenageando a joia românica.


Mons. João Evangelista Ribeiro Jorge


Terça, 04 Novembro 2014 11:44