Mensagem do Pároco: A Bula Papal - Misericordiae Vultus, o rosto da Misericórdia - na velha Catedral de Coimbra

Mensagem do Pároco: A Bula Papal - Misericordiae Vultus, o rosto da Misericórdia - na velha Catedral de Coimbra

Versão para impressão

 

1.

Vai chegar o ano do Jubileu da Misericórdia. As Instituições da Igreja que mais têm servido os irmãos carenciados com gestos e serviços e misericórdia, exultam de alegria e encontram nesta Bula Papal um conforto inefável que, para um mundo sem Norte, vai brilhar a partir de 8 de Dezembro de 2015…”.

Salienta, o Papa: “ Jesus Cristo é o rosto da Misericórdia do Pai (...) Precisamos sempre de contemplar o Mistério da Misericórdia (...) <que> é fonte de alegria serenidade e misericórdia (...)”. “ É a lei fundamental que ora no coração de cada pessoa, quando vê com olhos sinceros o irmão que encontra no caminho da vida”(...).

“ Há momentos em que somos chamados de maneira ainda mais intensa, a fixar o olhar na misericórdia para nos tornarmos, nós mesmos, sinal eficaz do agir do Pai(...). Foi por isso que proclamei um Jubileu Extraordinário de Misericórdia com tempo favorável para a Igreja a fim de se tornar mais forte e eficaz o testemunho dos crentes.”


2.

O mundo cristão abre, assim, as portas à graça. Em Roma, escreve o Papa: “ No domingo seguinte, o 3º domingo do Advento, abrir-se-á a Porta Santa na catedral de Roma, a Basílica de S. João de Latrão. E em seguida, será aberta a Porta Santa nas outras basílicas papais.

Estabeleço que no mesmo domingo, em cada igreja particular (dioceses) - na Catedral, que é a Igreja - Mãe para todos os fiéis, ou na Co-catedral, ou numa Igreja de significado especial – se abra igualmente durante todo o Ano Santo, uma Porta de Misericórdia.”

Em Coimbra, foi na Sé Velha que se instalou, em 1500, a Santa Casa da Misericórdia de Coimbra e dela irradiou para muitas terras em Portugal e no mundo português; aqui viveu e praticou obras de misericórdia heróicas a Rainha Santa Isabel; aqui se integraram na vida de bem-fazer, as três filhas de D. Sancho I, que obtiveram a honrosa graça da santidade reconhecida; daqui partiram muitos missionários que, em evangelização, fundaram misericórdias no seio dos povos, por esse mundo além. E a Sé Velha mantém, hoje como ontem, a dignidade de Catedral, casa da misericórdia.


3.

Em obediência ao que foi estabelecido pelo Papa Francisco e proporcionado aos largos milhares de visitantes nacionais e estrangeiros, que a procuram vindos de todo o mundo, nela possam encontrar a graça espiritual deste Ano Santo, deste Jubileu do Ano de Misericórdia.

Que Deus nos dê a graça de ver e entrar na Porta Santa da Sé Velha de Coimbra, neste Jubileu da Misericórdia.


Coimbra, Maio de 2015.


Monsenhor João Evangelista

Quarta, 27 Maio 2015 16:03