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Horário das Missas

Segunda a Sexta - 18 H

Sábado - 19 H

Domingo - 10 H


 

" Sé Velha, o lugar mais carregado de significado espiritual e eclesial em toda a nossa cidade e diocese de Coimbra. O facto de ter sido consagrada como Igreja Mãe e dedicada a Santa Maria de Coimbra sintetiza a teologia acerca da relação indissociável entre Maria e a Igreja, a Mulher e Mãe e o Povo de Deus ou Povo de Filhos. " (08/12/2015)


D. Virgílio do Nascimento Antunes, Bispo de Coimbra

 

Atendimento Paroquial (Cartório Paroquial)

De Segunda a Sexta, da 10 h - 12 h e das 14:30 h - 18:00 h.


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A Sé Velha é uma igreja aberta ao Culto e ao Turismo.
Nesta Catedral está sediada a comunidade paroquial católica de São Cristóvão, da Diocese de Coimbra, desde início do séc XIX, com a missão de zelar pela sua conservação e nela manter a prática do culto.
A Sé Velha de Coimbra é um dos edifícios em estilo românico mais importantes de Portugal.



 

Old Cathedral of Coimbra

Old Cathedral of Coimbra

Rito Moçarabe

Rito Moçarabe

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O Cristianismo chegou à Península Ibérica por volta do século III.


Desenvolveu-se entre os povos que, vindos do norte da Europa, por aqui se foram fixando.


Com a invasão árabe, séculos VII e VIII, o factor religioso tornou-se dominante na vida da Europa, em particular na Península Ibérica. Os conflitos entre árabes e cristãos assumiam proporções de tal violência que transformavam a vida religiosa em puras formas de fanatismo religioso. Era o domínio da lei do "crês ou morres". Foi neste contexto que surgiram também as cruzadas e as ordens militares.


Por volta do século X, Coimbra, na fronteira das lutas pelo poder com conquistas e reconquistas, foi adquirindo prestígio e influência. A população entretanto encontrou um "modus vivendi" mais tolerante e menos radical em relação aos árabes.


Os árabes respeitavam os sentimentos religiosos cristãos e não hostilizavam as hierarquias da Igreja. Exigiam apenas contrapartida do pagamento do imposto e o acatamento das suas leis de paz.


Os cristãos que viviam sob o domínio árabe nestas condições — os Moçarabes — quando alcançavam o poder, também, consentiam que os árabes cultivassem a sua religião (como está documentado numa inscrição, feita nas paredes da Catedral) e vivessem com os seus costumes, como está inscrito na pedra das paredes desta Catedral.


E, Coimbra, parece ter honrado até hoje a sua herança de tolerância entre grupos e facções opostas.


O Rito Moçarabe surgiu neste clima de mútua tolerância. Se os motivos religiosos levavam à guerra, a prática religiosa amenizava as tensões entre pessoas. E quanto mais autêntica fosse essa prática mais acertos se davam na convivência mútua.


O Rito Moçarabe, era um rito cristão. Diferente do latino, mas fiel à Fé Cristã.


A diferença de ritos deu-se pelas exigências de algumas igrejas locais na procura de maior perfeição da vitalidade cristã.


Deve, também, ser referido que o zelo das Autoridades da Igreja em não permitir a proliferação de ritos locais se deve à exigência de fidelidade à Fé e da liturgia ser um sinal precioso da Unidade da Igreja.


Em casos excecionais de actividades culturais religiosas pode ser permitida a celebração em Rito Moçarabe “per modum actus”.


O Rito Moçarabe, ou Hispano-Visigótico, foi abolido no Concilio de Burgos no ano de 1080. A Sé Velha de Coimbra - o Templo actual - abriu aos fiéis no ano de 1184. É assim de admitir que nesta Igreja, como hoje a conhecemos, nunca tenha sido celebrada uma Missa em Rito Moçarabe.

Terça, 25 Março 2014 16:42