Estatísticas


Warning: Creating default object from empty value in /home/pontopo1/public_html/seVelha/modules/mod_stats/helper.php on line 106
Visualizações de conteúdos : 552762


 

igrejasevelha@gmail.com

239 825 273


Horário das Missas

Segunda a Sexta - 18 H

Sábado - 19 H

Domingo - 10 H


 

" Sé Velha, o lugar mais carregado de significado espiritual e eclesial em toda a nossa cidade e diocese de Coimbra. O facto de ter sido consagrada como Igreja Mãe e dedicada a Santa Maria de Coimbra sintetiza a teologia acerca da relação indissociável entre Maria e a Igreja, a Mulher e Mãe e o Povo de Deus ou Povo de Filhos. " (08/12/2015)


D. Virgílio do Nascimento Antunes, Bispo de Coimbra

 

Atendimento Paroquial (Cartório Paroquial)

De Segunda a Sexta, da 10 h - 12 h e das 14:30 h - 18:00 h.


SÉ VELHA no Facebook em https://www.facebook.com/SeVelha?fref=ts

e

https://www.facebook.com/groups/Se.Velha.Coimbra/

 

SÉ VELHA no Twitter em https://twitter.com/SeVelhaCoimbra


A Sé Velha é uma igreja aberta ao Culto e ao Turismo.
Nesta Catedral está sediada a comunidade paroquial católica de São Cristóvão, da Diocese de Coimbra, desde início do séc XIX, com a missão de zelar pela sua conservação e nela manter a prática do culto.
A Sé Velha de Coimbra é um dos edifícios em estilo românico mais importantes de Portugal.



 

Old Cathedral of Coimbra

Old Cathedral of Coimbra

SÉ VELHA, HOJE

SÉ VELHA, HOJE

PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail

 

Quando a Verdade preocupa,

Há sempre alguém que a omite,

Mas não consegue evitar

Que a luz da verdade resplandeça

E ponha a nu as marcas da mentira…


1

A Sé Velha, Catedral primeira do reino de Portugal, erguida pela Fé e com desígnios conjuntos do Rei da comunidade cristã de Coimbra entre as décadas de 1140 e 1180, preenche com sua sombra as páginas de uma história que se prolonga até aos dias de hoje. E, enquanto realidade histórica, a sua história exige ser estudada com a dimensão, a profundidade e o rigor próprios da ciência.

Rezam os documentos que, uma vez levantada a catedral em reforço de uma afirmação de independência do reino, ela foi sagrada e, por definição estruturante ditada por Roma para a Igreja no recém fundado reino de Portugal, ficou revestida da dignidade catedralícia. Tal distinção implicava igualmente que o calendário anual litúrgico da diocese de Coimbra incluísse uma festa litúrgica da Dedicação e Sagração da Igreja,  num ato de culto de lateria à Catedral, em exclusivo,  podendo, no entanto, as restantes igrejas da diocese juntar-se-lhe, em júbilo compartilhado. Nesse culto, presta-se adoração à Igreja, como acontece também com a Santa Cruz enquanto corporizadores de meios que são suporte e veículo no caminho da salvação. Nas Pessoas Divinas do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Com este culto, a catedral reveste-se de um caráter unificador dentro da igreja diocesana, pelo que é esvaziado de sentido eclesial que haja coexistência de mais que uma Catedral numa diocese.

Um vez efetuada a designação e sagração da catedral, esta fica com marca indelével que só o pronúncio contrário da entidade designadora pode alterar. E Roma, não o fez. Em relação à Sé Velha , pelo que ela é hoje como ontem, a Catedral de Coimbra.

Ao longo da sua existência, a Catedral (com a vivência das comunidades sociais – religiosas, cívicas e políticas – numa sujeição natural às mais difíceis vicissitudes humanas que a fizeram passar por fases aureoladas e fases obnubiladas. Acontece, porém, que em nenhuma dessas situações perdeu  a dignidade de catedral.

Erra, pois, em absoluto, o autor do livro As Catedrais de Portugal, de António Saraiva 1, ao registar no cronograma da Sé Velha de Coimbra, a morte da Velha Catedral em 1772.

Como justificará tal “enterramento” de uma catedral que é um marco reconhecido e hoje proclamado Santuário Mariano e Igreja Mãe da Diocese de  Coimbra?

Será por Ignorância ou displicência? Qualquer uma delas é demolidora pela falsidade e erro divulgado através de uma obra que será divulgada internacionalmente entre filatelistas e colecionadores de arte e da ciência histórica.

Não falando da história da Catedral depois de 1772, incorre num erro de omissão, que não é menos grave do que a declarada. Torna-se, pois, indispensável que o texto desta edição de filatelia seja corrigido de imediato e reposta a verdade histórica sobre a mais antiga catedral edificada no Reino de Portugal.


2.

Numa análise da história da Catedral de Coimbra, hoje conhecida por Sé Velha destacamos a articulação da relação direta causa/efeito entre a vida cívica política e religiosa em volta da catedral por parte da comunidade cristã e a política. E nesse relacionamento, momentos há de abusos e ilegalidades que são de consequências lamentáveis e desastrosas.

Na reação ao alegado atentado contra o Rei D. José I e de que foram responsabilizados os Jesuítas e a nobreza da família Távora, o Ministro plenipotenciário do Reino  vitimou os visados expulsando os Jesuítas; e confiscou teres e haveres daqueles nobres  e promoveu a condenou à morte – e morte de polé -dos Távora. Essa perseguição atingiu também os membro do clero: o Bispo de Coimbra, sendo Távora, foi levado para o Aljube onde ficou preso durante 8 anos, e viu a sua Sé catedral (hoje - Sé Velha de Coimbra) ser saqueada de bens, alfaias e tesouros; o próprio cabido ser transferido para a igreja dos jesuítas, em clara situação de perda a sua identidade ; e ao edifício da Sé foi dado em partilha, uma parte à Universidade (os Claustros) e outra parte à Misericórdia de Coimbra para sede das suas atividades: esta partilha viria a ser devolvida à jurisdição da igreja, depois da morte e D. José I.

O templo, ficou “abandonado” até 1820, altura em que a diocese a destinou para local de culto ao serviço da paróquia de S. Cristóvão de Almedina, como ainda hoje se verifica.

Esta indefinição prolongou-se por cerca de 100 anos, até que,  entre 1898 e 1934, sob os auspícios do Bispo de Coimbra D. Manuel de Bastos Pina,  o Edifício da velha catedral foi objeto de reclassificação que lhe restituiu a sua (provável) pristina forma de edifício românica, e, acabadas as obras de restauro, a catedral foi  de novo sagrada e recebeu, de Roma a distinção catedralícia com culto próprio: a Festa litúrgica da Designação e Sagração da Igreja.

Assim a viram e trataram vários bispos e responsáveis da igreja diocesana de Coimbra: no corrente Ano Jubilar da Misericórdia, a Sé Velha é visitada como, a Igreja Mãe da Igreja da Diocese de Coimbra.

Neste sentido, e num cuidado especial a favor da Verdade, é urgente, pois, que seja corrigido o que se escreveu sobre a Catedral de Coimbra - a Sé Velha,- no atrás citado livro de filatelia recentemente editado pelos Correios de Portugal.


1 - Saraiva, António. As Catedrais de Portugal, Ediç CTT, 2016


António Jorge Silva