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Horário das Missas

Segunda a Sexta - 18 H

Sábado - 19 H

Domingo - 9 : 45 H


 

" Sé Velha, o lugar mais carregado de significado espiritual e eclesial em toda a nossa cidade e diocese de Coimbra. O facto de ter sido consagrada como Igreja Mãe e dedicada a Santa Maria de Coimbra sintetiza a teologia acerca da relação indissociável entre Maria e a Igreja, a Mulher e Mãe e o Povo de Deus ou Povo de Filhos. " (08/12/2015)


D. Virgílio do Nascimento Antunes, Bispo de Coimbra

 

Atendimento Paroquial (Cartório Paroquial)

De Segunda a Sexta, da 10 h - 12 h e das 14:30 h - 18:00 h, na Residência Paroquial.


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A Sé Velha é uma igreja aberta ao Culto e ao Turismo.
Nesta Catedral está sediada a comunidade paroquial católica de São Cristóvão, da Diocese de Coimbra, desde início do séc XIX, com a missão de zelar pela sua conservação e nela manter a prática do culto.
A Sé Velha de Coimbra é um dos edifícios em estilo românico mais importantes de Portugal.



 

Old Cathedral of Coimbra

Old Cathedral of Coimbra

Carta aos paroquianos

Aos paroquianos que o são de facto e aos que o são por opção, quero lembrar a amizade que ficou em mim, fruto da nossa convivência fraterna ao longo de mais de quarenta anos.


Recordo o grupo dos “Guardiães” da Sé Velha que deram um notável apoio a todas as iniciativas de ordem cultural, cultual e recreativa.


Quero também referir o especial serviço prestado à Igreja através da criação e manutenção do Centro Social Paroquial, tanto ao nível das famílias pela educação proporcionada aos seus filhos, como ao nível dos idosos, englobando também a meritória obra da Santa Casa.


Com muita modéstia a Sé Velha foi dando o seu contributo ao longo destas quatro dezenas de anos, com a ajuda das Criaditas dos Pobres e das Conferências Vicentinas.


Lembro ainda, que a alma da Sé Velha foi muito enobrecida pelas orquestras e coros que a projetaram como lugar de eleição em alguns concertos e celebrações litúrgicas.


No seu lugar próprio e com o esforço de muita gente foi possível manter a atividade catequética. Na área da juventude, registaram-se iniciativas do C.N.E. e das instituições locais, nomeadamente do Colégio de S. Caetano e da Casa de Infância Dr. Elísio de Moura.


Por fim, quero lembrar as honrosas e apreciáveis prestações de todas as Comissões Fabriqueiras, destacando o elevado espírito de sacrifício e competência em diferentes domínios. Cabe aqui uma referência especial à última Comissão que muito se empenhou na criação e manutenção deste “site” da Sé Velha.


À guisa de palavra final, deixo-vos a minha profunda gratidão e um apelo a que continueis a viver a Igreja, mantendo-a viva.


Um grande abraço em Cristo deste sempre vosso que vos deseja tudo de bom.


P. João Evangelista

     

SÉ VELHA, HOJE

 

Quando a Verdade preocupa,

Há sempre alguém que a omite,

Mas não consegue evitar

Que a luz da verdade resplandeça

E ponha a nu as marcas da mentira…


1

A Sé Velha, Catedral primeira do reino de Portugal, erguida pela Fé e com desígnios conjuntos do Rei da comunidade cristã de Coimbra entre as décadas de 1140 e 1180, preenche com sua sombra as páginas de uma história que se prolonga até aos dias de hoje. E, enquanto realidade histórica, a sua história exige ser estudada com a dimensão, a profundidade e o rigor próprios da ciência.

Rezam os documentos que, uma vez levantada a catedral em reforço de uma afirmação de independência do reino, ela foi sagrada e, por definição estruturante ditada por Roma para a Igreja no recém fundado reino de Portugal, ficou revestida da dignidade catedralícia. Tal distinção implicava igualmente que o calendário anual litúrgico da diocese de Coimbra incluísse uma festa litúrgica da Dedicação e Sagração da Igreja,  num ato de culto de lateria à Catedral, em exclusivo,  podendo, no entanto, as restantes igrejas da diocese juntar-se-lhe, em júbilo compartilhado. Nesse culto, presta-se adoração à Igreja, como acontece também com a Santa Cruz enquanto corporizadores de meios que são suporte e veículo no caminho da salvação. Nas Pessoas Divinas do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Com este culto, a catedral reveste-se de um caráter unificador dentro da igreja diocesana, pelo que é esvaziado de sentido eclesial que haja coexistência de mais que uma Catedral numa diocese.

Um vez efetuada a designação e sagração da catedral, esta fica com marca indelével que só o pronúncio contrário da entidade designadora pode alterar. E Roma, não o fez. Em relação à Sé Velha , pelo que ela é hoje como ontem, a Catedral de Coimbra.

Ao longo da sua existência, a Catedral (com a vivência das comunidades sociais – religiosas, cívicas e políticas – numa sujeição natural às mais difíceis vicissitudes humanas que a fizeram passar por fases aureoladas e fases obnubiladas. Acontece, porém, que em nenhuma dessas situações perdeu  a dignidade de catedral.

Erra, pois, em absoluto, o autor do livro As Catedrais de Portugal, de António Saraiva 1, ao registar no cronograma da Sé Velha de Coimbra, a morte da Velha Catedral em 1772.

Como justificará tal “enterramento” de uma catedral que é um marco reconhecido e hoje proclamado Santuário Mariano e Igreja Mãe da Diocese de  Coimbra?

Será por Ignorância ou displicência? Qualquer uma delas é demolidora pela falsidade e erro divulgado através de uma obra que será divulgada internacionalmente entre filatelistas e colecionadores de arte e da ciência histórica.

Não falando da história da Catedral depois de 1772, incorre num erro de omissão, que não é menos grave do que a declarada. Torna-se, pois, indispensável que o texto desta edição de filatelia seja corrigido de imediato e reposta a verdade histórica sobre a mais antiga catedral edificada no Reino de Portugal.


2.

Numa análise da história da Catedral de Coimbra, hoje conhecida por Sé Velha destacamos a articulação da relação direta causa/efeito entre a vida cívica política e religiosa em volta da catedral por parte da comunidade cristã e a política. E nesse relacionamento, momentos há de abusos e ilegalidades que são de consequências lamentáveis e desastrosas.

Na reação ao alegado atentado contra o Rei D. José I e de que foram responsabilizados os Jesuítas e a nobreza da família Távora, o Ministro plenipotenciário do Reino  vitimou os visados expulsando os Jesuítas; e confiscou teres e haveres daqueles nobres  e promoveu a condenou à morte – e morte de polé -dos Távora. Essa perseguição atingiu também os membro do clero: o Bispo de Coimbra, sendo Távora, foi levado para o Aljube onde ficou preso durante 8 anos, e viu a sua Sé catedral (hoje - Sé Velha de Coimbra) ser saqueada de bens, alfaias e tesouros; o próprio cabido ser transferido para a igreja dos jesuítas, em clara situação de perda a sua identidade ; e ao edifício da Sé foi dado em partilha, uma parte à Universidade (os Claustros) e outra parte à Misericórdia de Coimbra para sede das suas atividades: esta partilha viria a ser devolvida à jurisdição da igreja, depois da morte e D. José I.

O templo, ficou “abandonado” até 1820, altura em que a diocese a destinou para local de culto ao serviço da paróquia de S. Cristóvão de Almedina, como ainda hoje se verifica.

Esta indefinição prolongou-se por cerca de 100 anos, até que,  entre 1898 e 1934, sob os auspícios do Bispo de Coimbra D. Manuel de Bastos Pina,  o Edifício da velha catedral foi objeto de reclassificação que lhe restituiu a sua (provável) pristina forma de edifício românica, e, acabadas as obras de restauro, a catedral foi  de novo sagrada e recebeu, de Roma a distinção catedralícia com culto próprio: a Festa litúrgica da Designação e Sagração da Igreja.

Assim a viram e trataram vários bispos e responsáveis da igreja diocesana de Coimbra: no corrente Ano Jubilar da Misericórdia, a Sé Velha é visitada como, a Igreja Mãe da Igreja da Diocese de Coimbra.

Neste sentido, e num cuidado especial a favor da Verdade, é urgente, pois, que seja corrigido o que se escreveu sobre a Catedral de Coimbra - a Sé Velha,- no atrás citado livro de filatelia recentemente editado pelos Correios de Portugal.


1 - Saraiva, António. As Catedrais de Portugal, Ediç CTT, 2016


António Jorge Silva

 

CATEDRAIS DE PORTUGAL

Com uma apresentação inicial do Presidente dos CTT, Francisco Lacerda, recebemos uma publicação recente com muito belo aspecto mas de conteúdo contrastante.


“ As nossas vinte e sete Catedrais são obras de devoção sobretudo medievais, revelados em obras de Arte, pilares do céu, definidores da paisagem urbana, marcos de memória e de agregação das nossas gentes.”


“ As Catedrais Portuguesas, todas e cada uma delas, têm um inestimável valor religioso, histórico, artístico e patrimonial, como muito bem foi referido no acordo que reuniu o Ministério da Cultura e a Conferência Episcopal Portuguesa no projecto impar de recuperação e desenvolvimento – a Rota das Catedrais -, criado não apenas para acudir a situações de mais evidente degradação, mas sobretudo para alcançar a capacitação plena das catedrais através de uma qualificada intervenção de recuperação e conservação.”


Ao apresentar a Sé Velha, alguns textos e as gravuras que nesta edição se incluem dão-nos conta duma obra imortal, ao serviço do culto, da arte, da história e da simbologia cristã, onde se escondem e revelam os mistérios de Deus e dos homens que os procuram.


As verdadeiras glórias da Sé Velha de Coimbra são os homens e as mulheres que aqui se valorizaram e foram grandes na santidade e no saber e encheram o mundo.


Igualmente impulsionadores das grandezas da Sé Velha de Coimbra, foram e são as instituições que a emolduram desde a Universidade a Santa Cruz e às dezenas de conventos onde o ensino e a formação da juventude atiraram para o mundo centenas de missionários ao serviço da fé Cristã, da língua Portuguesa e de obras de bem fazer.


Por tudo isto não faz nenhum sentido a frase com que se termina a apresentação da Sé Catedral de Coimbra “ Este templo manteve o estatuto de Catedral até 1772, altura em que estas funções passaram para a igreja da Companhia de Jesus, em consequência da Reforma Pombalina da Universidade.”


Mas nós estamos vivos, somos a Catedral de Coimbra, a Igreja-Mãe da Diocese, reconhecida pelos Pastores que nos conduzem e orientam em nome de Cristo.


Dispensamos esta publicidade “ e se, numa leitura global, a igreja, enquanto edifício, é interpretada como representando o corpo místico de Deus, em que as pedras são simbolicamente os fiéis e em que se evoca a Jerusalém celeste, já a sua elevação em direção ao “céu” é para os cristãos o símbolo vivente da unidade criativa do grande Arquiteto do Universo.”


Esperamos que a Rota das Catedrais, o Ministério da Cultura e a Conferência Episcopal e os CTT nos reponham na vida e nos livrem destes “ teólogos ” que nos envergonham.


Monsenhor João Evangelista

     

Aos paroquianos da Sé Velha

A aproximação da Festa da Páscoa abre-nos o coração para a vida nova, para partilhar com os irmãos da Fé a Graça de Deus e a alegria que dela jorra pela ressurreição de Cristo nosso Senhor.


Como irmãos paroquianos da Comunidade da Sé Velha e do Santuário de Nossa Senhora da Assunção, vivamos em oração comum esta Páscoa. Que os de longe possam vir à sua igreja e que os de perto se lembrem dos que andam por longe e são parcelas do nosso caminhar e com saudades vão alimentando a própria esperança do céu.


O domingo de Páscoa chama-nos a todos a esta esplendorosa casa mãe para a celebração festiva das 11 horas.


Saudações afectuosas do vosso,

P. João Evangelista

 

IV CICLO DE MÚSICA REQUIAM

A iniciativa nasceu da paixão pela música de um apaixonado grupo de artistas que em Coimbra sempre houve em abundância e alto nível de expectativa.


A Sé Velha monumento medieval destinado para o culto religioso mais solene e exaltado acolheu sempre o papel de Igreja Mãe aberta à prática religiosa e à cultura humana que aqui sempre se entenderam bem salvo a experiência de aniquilamento de que foi vítima no seculo XVIII. Por pouco ia sendo abandonada e se não fosse a persistência do povo e da academia de Coimbra com a proteção da sua padroeira e de bispos cultos e piedosos que a conseguiram repor na sua “pristina forma” e na sua dignidade catedralícia.


Agora, os tempos ditam mudanças mas os valores perenes dos homens e a religião dos nossos maiores conseguem repor de novo a colaboração e harmonia, símbolos de cultura, de arte e de vivência cristã dando à história o que ela nos deixou de melhor.


Os ciclos de música requiem foram pensados com uma maior abertura mas não encontraram as condições adequadas e aproveitaram o acolhimento da Sé Velha, talvez com alguns exageros e incompreensões e falhas aos compromissos acertados com a igreja.


A igreja não promove estes concertos, acolhe-os. Os encargos são repartidos por muitos. Alguns sobram para a igreja, mas a igreja não pode vender bilhetes sem se contradizer. Todos os dinheiros são para quem os organiza. Foi-nos dada a garantia de uma solução pragmática e acessível: oferecer convites e receber em troca apoios. Não podemos dar a imagem de comerciantes seja do que for. Culto é culto, não se vende, e cultura é cultura. Só é possível completarem-se em iniciativas comuns no mútuo respeito da própria identidade de cada um.

Monsenhor João Evangelista

 

OS 92 ANOS DE MONSENHOR JOÃO EVANGELISTA

16 de Fevereiro de 2016

Monsenhor João Evangelista, Parabéns pela celebração dos seus 92 anos.

 


   

ANO SANTO

Estamos em plena mobilização do Ano Santo. Projetos, anúncios e programas de peregrinações às três igrejas estacionais de Coimbra estão a ser dinamizados de norte a sul da Diocese.


A igreja de Santa Cruz incarna e dá vida ao perdão dos pecados. A Catedral, como igreja mãe da Diocese, corporiza a afirmação da unidade da igreja diocesana em torno do seu Bispo, na gestão do tesouro espiritual que nos abastece de indulgências e purificação, no do Amor a Deus. Na igreja de Santo Nome de Jesus, vulgo Sé Nova, por decisão de eventual conveniência, patenteia-se a Porta Santa jubilar, num convite a todos os peregrinos e oferta do acesso às bênçãos e indulgências concedidas neste ano Jubilar, a vivos e mortos.


Tratando-se de um Ano Santo de Misericórdia e da Paz, pelo Amor a Deus, alimentamos a esperança de que, num ato de penitência e reconciliação, também nós possamos, finalmente, rezar com as restantes instituições canónicas diocesanas a oração da Verdade em que acreditamos: “Creio na Igreja una, Santa, Católica e Apostólica..”  Todas as igrejas da diocese tem de procurar a sua unidade sob o olhar atento do seu Pastor; na Igreja Mãe da Diocese, a Catedral. E mesmo em ausência episcopal, qual situação de Sede Vacante, é pela sua cátedra que Roma faz ecoar suas orientações universais.


Neste ano Santo, Deus quer oferecer à humanidade um perdão muito particular e mas profundo de todos os nossos pecados. E, além da sua absolvição, quer purificar as nossas relações de amor com Ele: Deus ama-nos infinitamente. E nós, pagamos-Lhe amor com amor?


Esta será a principal razão da criação das indulgências. E elas virão reforçar a nossa aliança com Deus e em comunhão com os nossos irmãos na Fé. Assim Seja


Monsenhor João Evangelista

   

IGREJA DE HOJE: APELO À RENOVAÇÃO

“ (…) Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades (…) todo o mundo é feito de mudança!”- É intemporal esta constatação que o século XV espalhou, movido pelo desenvolvimento verificado, então, na Ciência, evidenciando que nessa mudança será encontrado suporte e vigor para a continuidade e preservação dos valores que estruturam a sociedade.


Enquanto suporte deste devir a Sociedade passa, necessariamente, por fases de superação de escolhos e pela adequação de procedimentos face a objetivos otimizados. É Lei Universal que rege a própria natureza na superação de obstáculos. E o Homem não foge a esta lei, tal como as sociedades e qualquer raça ou credo.


Recentemente mereceu particular atenção das estruturas da Igreja católica, esta realidade e expressaram a urgência em intervir em consonância, dinamizando linhas de orientação e projetos superadores de condicionalismos que têm caraterizado as sociedades atuais que rumam para uma progressiva laicização e indiferença religiosa.


Na implicação e presença ativa dos crentes no seio da comunidade cristã, relevam a importância a dar à corresponsabilidade e partilha de esforços para intervir contra esta situação, partilhando a preocupação em divulgar a mensagem cristã: mensagem que não pode ficar marcada por mera transmissão oral, mas confirmada na prática, em exemplo de solidariedade, respeito e partilha para com Deus e para com o próximo, o que se tornará, pela autenticidade, gerador de empatia e favorável à adesão.


É na linha de orientação saída do Concílio Vaticano II, que esta vivência empenhada, fundamentada numa corresponsabilidade colegial de toda a comunidade cristã, no trabalho de divulgação e afirmação exemplar da Fé cristã, é assumida e apresentada pelo colégio episcopal e faz ouvir o apelo do Papa Francisco, numa diligente preocupação apostólica de tornar viva, entre a comunidade cristã a consciência de que o Concílio Vaticano II ainda está por cumprir e se apresenta, hoje, como um guia para o futuro: impõe-se uma urgente renovação da igreja de hoje.


Neste sentido, uma visão diacrónica e crítica tornará ...

Para ler o texto completo clique AQUI s.f.f.

     

Ação de Graças na Igreja Mãe da Diocese

Aconteceu há dias, já, mas  ainda se vive hoje o  reflexo dessa romagem única:


O dia 15 de Novembro é data em que a Igreja, no seu calendário litúrgico determina, especificamente, a prestação de luto de latria à Catedral de Coimbra Sé Velha, enquanto  Igreja Mãe da Diocese, na data de aniversário de sua  Dedicação e Sagração. Nesta festa liturgia, olha-se para a  igreja enquanto Corpo místico  e fonte de salvação e que, enquanto tal recebe as atenções do corpo eclesial. Este culto de Latria à Sé Velha, por ser igreja congregadora da espírito eclesial diocesano  é único dentro da diocese; em todas as restantes igrejas, poderá haver também lugar a uma  celebração liturgia na data e referente à sagração dessa igreja em particular, mas será objeto apenas de culto de latria simples.


Foi dentro este espírito eclesial que a paróquia de Seixo de Mira viveu com júbilo esta data da dedicação da Igreja-Mãe da diocese, para aí se deslocar e participar na missa de Ação de Graças concelebrada pelos 8 padres que ainda estão ao serviço do Senhor, dos 22 que a paróquia deu à Diocese nos últimos 100 anos. e um Bispo, D. João Lavrador, ausente por compromissos. A voz querubina das crianças que entoaram o cânticos da missa veio conferir à cerimónia uma alegria ímpar e um ambiente de júbilo único a toda aquela assembléia de amigos, familiares e ex-seminaristas que encheram a Catedral:eram mais de 250.


Todos eles sentiram que era hora de agradecer a Deus tudo quanto o  Senhor lhes de tinha dado, com o chamamento ao seminário, mesmo os que por opção saíram e rumaram por outro caminhos.


Se tal celebração, só  por si, já era uma expressão viva de fé, feita num período de especial sensibilização para promoção das vocações sacerdotais e religiosas acabou por abrilhantar e tocar no âmago de adultos e crianças que ali estiveram e que fizeram desta  tarde de oração uma jornada memorável de júbilo e alegria.


AJSilva


       

A Igreja Mãe

A Igreja Mãe


A única Igreja que é chamada de Igreja Mãe, em qualquer diocese do mundo, em Roma ou em Macau é a Sé Catedral designada pela autoridade do Papa. Nenhum Bispo tem poder para atribuir a uma igreja da sua diocese essa dignidade.


Na Bula de proclamação jubileu extraordinário da misericórdia, o Papa Francisco reforça a dignidade da Igreja Mãe em relação à outras igrejas e basílicas onde oficia o Papa e os Bispos.


Diz o Papa “ no Terceiro Domingo de Advento, abrir-se-á a Porta Santa na Catedral de Roma, a Basílica de São João de Latrão. E em seguida será aberta a Porta Santa nas outras Basílicas Papais. Estabeleço que no mesmo domingo, em cada Igreja particular – na Catedral, que é a Igreja-Mãe para todos os fiéis, se abra igualmente. O Jubileu será celebrado, quer em Roma quer nas Igrejas particulares, como sinal visível da comunhão da Igreja inteira ”.


A importância dada à Igreja-Mãe vem-lhe de ser o símbolo da unidade das igrejas, de ser uma expressão material do corpo místico de Cristo na sua plenitude do corpo e membros, de ser qual esposa adornada para seu esposo, de ser a nova Jerusalém pura visão de paz.


A esta Igreja-Mãe é devido um culto de latria relativa, há muitos anos gravado nos livros litúrgicos e celebrado anualmente de modo festivo pela assembleia dos crentes. A dignidade deste culto antepõe-se ao culto de Nossa Senhora, dos Apóstolos, dos Mártires, dos confessores e das virgens e sobrepõe-se à solenidade litúrgica dos domingos comuns. É claro que não adoramos pedras ou materiais de construção. A nossa atenção prende-se aos mistérios divinos e à simbologia cristã.


No que à Igreja-Mãe de Coimbra, anotamos, de mais significativo, que depois de martirizada e saqueada em 1772, por vis motivações pessoais e políticas contra toda a linhagem dos Távoras, e contra os Jesuítas, da parte do governante da altura, depois de um período de grandeza e glória que vinha desde o seu início com a independência de Portugal, a Catedral reencontrou e recuperou a sua primitiva dignidade em 1934, altura em que, após as obras de restauro que lhe conferiram a possível prístina forma românica, foi de novo consagrada e confiada à proteção de Santa Maria de Coimbra, de Santo António, da Rainha Santa e do Beato José de Anchieta.


A vivência do Ano Jubilar da Misericórdia abre agora novo caminho para percorrer. Ansiamos, pois, por melhor entendimento entre as instituições cristãs, com afirmação e vivência de um novo espirito de reconciliação e de paz.


Monsenhor João Evangelista

 

Ciclo de Leitura e reflexão sobre a Dei Misericordiae Vultus

 

Tiveram início, neste sábado 3 de Outubro, na Catedral de Santa Maria de Coimbra, o Ciclo de leitura e reflexão sobre a bula papal   Misericordiae Vultus. Com a organização desta iniciativa, a Igreja Catedral pretende preparar a entrada  e vivência do Ano Santo Jubilar da Misericórdia proclamado pelo Papa Francisco.


Estas sessões  de reflexão realizar-se-ão entre o dia 03 de Outubro e o dia 14 de Novembro, terão uma sequência semanal, aos sábados, das 18h30 às 19h00 e serão seguidas da celebração da Santa Missa. Em cada sessão, haverá um moderador que  fará uma oportuna reflexão sobre algumas ideias chave que estruturam a Bula Papal.


A primeira sessão, realizada no dia 3 de Outubro, contou com a participação do Professor Doutor Manuel Augusto Rodrigues, que fez uma  “Apresentação da Misecordiae Vultus no contexto do magistério do Papa Francisco”.


O Professor Manuel Rodrigues recordou que “fora da Misericórdia de Deus não pode haver esperança para o Homem nem para a Humanidade”, daí decorrendo a necessidade de refletirmos e meditarmos sobre a profundidade do seu significado e de descobrirmos a necessidade de nos darmos aos outros. Nesta caminhada  ao encontro do próximo e por obra da Graça divina, surgirá em nós a evidência de que, em Deus, tudo é Misericórdia, da Criação à Redenção.   Em consequência, será no respeito e esclarecida  vivência  entre raças ou ideologias  que a nossa doação aos outros nos levará ao encontro de nós próprios.


E, como salientou, é nesta perceção da Misericórdia divina que nós próprios, seguindo os preceitos e o exemplo de Cristo, dentro do espírito das Bem-venturanças , vemos no próximo a nossa preocupação: nas suas condicionantes  de vida, de sustento e sobrevivência, de esclarecimento e formação; na resposta às suas  preocupações de identidade cívica e religiosas.

Registo. Joel Sabino/ A Jorge

   

CICLO DE LEITURAS “ Misericordiae Vultus “, o rosto da misericórdia

Como Catedral de Coimbra sentimos a obrigação de nos vincularmos às celebrações do Ano Jubilar da Misericórdia que em breve se vai tornar realidade em todo o mundo Cristão.


Pareceu-nos que promover um Ciclo de Leituras da Bula Pontifícia, com o apoio de entidade competentes, seria missão adequada e bem aceite.


Feitos os primeiros contactos, obtivemos as melhores e mais favoráveis opiniões. A Santa Casa da Misericórdia anuiu ao convite de partilhar connosco os trabalhos e encargos da organização das iniciativas comuns, evocando o facto de ter nascido aqui, na Sé Velha, em 1500. Muitos colegas Sacerdotes, Irmãos da Santa Casa da Misericórdia e Universitários, apresentaram-se a dar a sua adesão.


Assim, durante os meses de Outubro e Novembro, aos Sábados, às 18:30 horas, teremos a Igreja Catedral Sé Velha aberta a todos os crentes e não crentes, na realização do Ciclo de Leituras da Bula Pontifícia, já com a anuência da autoridade eclesiástica.


Brevemente publicaremos o programa com a lista dos responsáveis pelas leituras e orientações para a participação de todos neste Ano Jubilar.


Com amizade,

Monsenhor João Evangelista

 

Misericordiae Vultus - BULA DE PROCLAMAÇÃO DO JUBILEU EXTRAORDINÁRIO DA MISERICÓRDIA

" Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai. O mistério da fé cristã parece encontrar nestas palavras a sua síntese. Tal misericórdia tornou-se viva, visível e atingiu o seu clímax em Jesus de Nazaré. O Pai, « rico em misericórdia » (Ef 2, 4), depois de ter revelado o seu nome a Moisés como « Deus misericordioso e clemente, vagaroso na ira, cheio de bondade e fidelidade » (Ex 34, 6), não cessou de dar a conhecer, de vários modos e em muitos momentos da história, a sua natureza divina. Na « plenitude do tempo » (Gl 4, 4), quando tudo estava pronto segundo o seu plano de salvação, mandou o seu Filho, nascido da Virgem Maria, para nos revelar, de modo definitivo, o seu amor. Quem O vê, vê o Pai (cf. Jo 14, 9). Com a sua palavra, os seus gestos e toda a sua pessoa,[1] Jesus de Nazaré revela a misericórdia de Deus.


Precisamos sempre de contemplar o mistério da misericórdia. É fonte de alegria, serenidade e paz. É condição da nossa salvação. Misericórdia: é a palavra que revela o mistério da Santíssima Trindade. Misericórdia: é o acto último e supremo pelo qual Deus vem ao nosso encontro. Misericórdia: é a lei fundamental que mora no coração de cada pessoa, quando vê com olhos sinceros o irmão que encontra no caminho da vida. Misericórdia: é o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado.


Há momentos em que somos chamados, de maneira ainda mais intensa, a fixar o olhar na misericórdia, para nos tornarmos nós mesmos sinal eficaz do agir do Pai. Foi por isso que proclamei um Jubileu Extraordinário da Misericórdia como tempo favorável para a Igreja, a fim de se tornar mais forte e eficaz o testemunho dos crentes.


O Ano Santo abrir-se-á no dia 8 de Dezembro de 2015, solenidade da Imaculada Conceição. Esta festa litúrgica indica o modo de agir de Deus desde os primórdios da nossa história. Depois do pecado de Adão e Eva, Deus não quis deixar a humanidade sozinha e à mercê do mal. Por isso, pensou e quis Maria santa e imaculada no amor (cf. Ef 1, 4), para que Se tornasse a Mãe do Redentor do homem. Perante a gravidade do pecado, Deus responde com a plenitude do perdão. A misericórdia será sempre maior do que qualquer pecado, e ninguém pode colocar um limite ao amor de Deus que perdoa. Na festa da Imaculada Conceição, terei a alegria de abrir a Porta Santa. Será então uma Porta da Misericórdia, onde qualquer pessoa que entre poderá experimentar o amor de Deus que consola, perdoa e dá esperança.


No domingo seguinte, o Terceiro Domingo de Advento, abrir-se-á a Porta Santa na Catedral de Roma, a Basílica de São João de Latrão. E em seguida será aberta a Porta Santa nas outras Basílicas Papais. Estabeleço que no mesmo domingo, em cada Igreja particular – na Catedral, que é a Igreja-Mãe para todos os fiéis, ou na Concatedral ou então numa Igreja de significado especial – se abra igualmente, durante todo o Ano Santo, uma Porta da Misericórdia. Por opção do Ordinário, a mesma poderá ser aberta também nos Santuários, meta de muitos peregrinos que frequentemente, nestes lugares sagrados, se sentem tocados no coração pela graça e encontram o caminho da conversão. Assim, cada Igreja particular estará directamente envolvida na vivência deste Ano Santo como um momento extraordinário de graça e renovação espiritual. Portanto o Jubileu será celebrado, quer em Roma quer nas Igrejas particulares, como sinal visível da comunhão da Igreja inteira."

 

Para ler o texto completo clique AQUI s.f.f.

   

FÉ e Feira Medieval

 

A feira medieval de Coimbra, que se realiza à sombra da Sé Velha, foi estruturada desde o seu início por mestres da história medieval e especialistas em conservação de valores antigos que entenderam por bem manter o sentido medieval da feira incluindo nela uma celebração litúrgica e uma bênção ritual.


A visita ao monumento só há poucos anos foi incluída no programa geral do evento. Desde o início que as manifestações religiosas e posteriormente a visita cativaram feirantes e admiradores em grande número.


A ligação entre o sagrado e o profano não tem revelado qualquer hostilidade nem dificuldades. Tornou-se uma experiência admirável de cultura e de respeito pelas lições da História. Seria por demais notório e aberrante que a reconstituição dum cenário medieval excluísse a religião.


Ao intitular esta nota informativa de Fé e feira Medieval, tivemos em conta a distância que cobre os interesses humanos, espirituais e materiais. Assim, a religião afirma-se no transcendente, no mistério, na descoberta da moral e da liberdade profunda do ser humano. A feira vive da troca comercial, de negócio, das diversões e mantimentos.


Na Feira Medieval, no entanto, os atos religiosos aperfeiçoam-se, descobrem valores comuns sem precisar de alterar as práticas de hoje pelas práticas antigas: há entre elas uma prática comum que enobrece. Nas práticas feirantes há sempre uma procura do antigo, do exótico, do exaltante de emoções, novas descobertas quer nos comeres quer nos divertimentos.


Terminamos com o convite que é feito aos feirantes para receberem a Bênção.


“Atenção ricos homens, gente da gleba e arraia miúda.

Atenção artífices e jograis.

Atenção forasteiros e feirantes, vai ser dada a Bênção à feira.

A Bênção de Deus é sempre generosa e magnânima, mas não atinge a sua eficácia visível  sem a colaboração dos homens.”


Monsenhor João Evangelista

 

Mensagem do Pároco: A Bula Papal - Misericordiae Vultus, o rosto da Misericórdia - na velha Catedral de Coimbra

 

1.

Vai chegar o ano do Jubileu da Misericórdia. As Instituições da Igreja que mais têm servido os irmãos carenciados com gestos e serviços e misericórdia, exultam de alegria e encontram nesta Bula Papal um conforto inefável que, para um mundo sem Norte, vai brilhar a partir de 8 de Dezembro de 2015…”.

Salienta, o Papa: “ Jesus Cristo é o rosto da Misericórdia do Pai (...) Precisamos sempre de contemplar o Mistério da Misericórdia (...) <que> é fonte de alegria serenidade e misericórdia (...)”. “ É a lei fundamental que ora no coração de cada pessoa, quando vê com olhos sinceros o irmão que encontra no caminho da vida”(...).

“ Há momentos em que somos chamados de maneira ainda mais intensa, a fixar o olhar na misericórdia para nos tornarmos, nós mesmos, sinal eficaz do agir do Pai(...). Foi por isso que proclamei um Jubileu Extraordinário de Misericórdia com tempo favorável para a Igreja a fim de se tornar mais forte e eficaz o testemunho dos crentes.”


2.

O mundo cristão abre, assim, as portas à graça. Em Roma, escreve o Papa: “ No domingo seguinte, o 3º domingo do Advento, abrir-se-á a Porta Santa na catedral de Roma, a Basílica de S. João de Latrão. E em seguida, será aberta a Porta Santa nas outras basílicas papais.

Estabeleço que no mesmo domingo, em cada igreja particular (dioceses) - na Catedral, que é a Igreja - Mãe para todos os fiéis, ou na Co-catedral, ou numa Igreja de significado especial – se abra igualmente durante todo o Ano Santo, uma Porta de Misericórdia.”

Em Coimbra, foi na Sé Velha que se instalou, em 1500, a Santa Casa da Misericórdia de Coimbra e dela irradiou para muitas terras em Portugal e no mundo português; aqui viveu e praticou obras de misericórdia heróicas a Rainha Santa Isabel; aqui se integraram na vida de bem-fazer, as três filhas de D. Sancho I, que obtiveram a honrosa graça da santidade reconhecida; daqui partiram muitos missionários que, em evangelização, fundaram misericórdias no seio dos povos, por esse mundo além. E a Sé Velha mantém, hoje como ontem, a dignidade de Catedral, casa da misericórdia.


3.

Em obediência ao que foi estabelecido pelo Papa Francisco e proporcionado aos largos milhares de visitantes nacionais e estrangeiros, que a procuram vindos de todo o mundo, nela possam encontrar a graça espiritual deste Ano Santo, deste Jubileu do Ano de Misericórdia.

Que Deus nos dê a graça de ver e entrar na Porta Santa da Sé Velha de Coimbra, neste Jubileu da Misericórdia.


Coimbra, Maio de 2015.


Monsenhor João Evangelista

 

Mensagem Paroquial da Sé Velha

 

Caros amigos paroquianos


Saudações de muito afecto para vós e vossos familiares.


Nas celebrações deste tempo pascal, a alegria da ressurreição expressa nos aleluias dos encontros familiares e nas leituras que guardam as primeiras pregações e acontecimentos em que os apóstolos se aprimoraram cumprindo as palavras do Senhor “ Ide e ensinai todos os povos “, maravilhamo-nos com o número dos convertidos à Fé em todas as terras onde chegavam os discípulos de Jesus. Sentimo-nos mais seguros nas nossas convicções de fé e nas práticas religiosas.


Como foi possível que a Doutrina mais sublime da paz, do amor e da justiça, que despertou multidões de convertidos e crentes, possa ter despertado tantos ódios e tanta crueldade.


É esta a humanidade que recebemos de Deus e que Jesus Cristo assumiu inteiramente para a redimir e salvar.


A urgência da salvação mostra a importância da evangelização.


A Sé Velha, como muitas outras igrejas, é um empreendimento de amor onde tudo converge na revelação da Doutrina Cristã e na prática do Bem. As assembleias dominicais alimentam os corações de amor a Deus e de fraternidade. É para descobrir a riqueza do mistério divino que não nos cansamos de convidar os nossos amigos para participarem connosco nas assembleias dominicais.


Com o fim de alargar o nosso convite abrimos a iniciativa de se inscreverem, na paróquia, como paroquianos por apção. Já ultrapassamos os cem, mas a igreja leva mais.


Também, para chegar mais longe, dispomos de um site ( http://sevelha-coimbra.org/ ) que tem despertado grande procura, e estamos presentes nas redes socias ( facebook e twitter ) .


Os que veem de longe trazem um sentido missionário em relação à dignidade Catedralícia. Somos uma Igreja una.


Não damos crédito aos que julgam a Sé Velha uma instituição abandonada. Temos Fé. Santa Maria está connosco. E o próprio turismo sabe que é melhor acolhido com uma igreja viva do que uma igreja sem vida.


Mons. João Evangelista Ribeiro Jorge

 

Mensagem de Páscoa da Sé Velha

Aos paroquianos da Sé Velha, residentes ou por opção.


AMIGOS:


Vem aí a Páscoa de Cristo, uma festa grande de homens novos renascidos no Sangue de Cristo. Para a celebrar precisamos de bons condimentos espirituais:


- uma informação adequada sobre o seu início no Egipto (Ex.12)

- uma decisão firme de tomar parte na festa partilhando os ritos e os seus símbolos

- uma aceitação do jejum, da fome e da sede como sustento

- uma convicção segura de que o futuro não tem sentido sem Cristo


O apoio fundamental da vivência pascal está na oração aprendida no Antigo e Novo Testamento, na última Ceia de Jesus, no Jardim das Oliveiras, na Tradição da Igreja. Mais comovente é a oração impossível, quando Jesus pede ao Pai para o poupar ao sofrimento da Paixão, mas de imediato se recorda ser essa a razão da sua vinda ao mundo e conclui: “ Pai faça-se a Vossa vontade”.


Na Páscoa a angústia do mal e da morte encontra resposta de Deus na Ressurreição e nas palavras de Cristo: “ Perdoa-lhes ó Pai, porque não sabem o que fazem”.


Com os meus melhores votos de Boas Festas, convido-vos a partilhar connosco, na Sé Velha, o programa que propomos celebrar:


- No próximo domingo, Bênção dos Ramos, às 11 horas, junto da oliveira milenária.

- Na quinta-feira Santa, às 18 horas, Missa da Ceia do Senhor.

- Na sexta-feira Santa, às 18 horas, Concerto sinfónico: Requiem de Johannes Brahams

- No sábado Santo, às 21 horas, Bênção da Agua Batismal e renovação de promessas.

No Domingo de Páscoa, às 11 horas, Missa Solene.


Vosso muito dedicado,

Pe. João Evangelista

 


 

Mensagem Paroquial da Sé Velha

Mensagem aos paroquianos residentes e aos que vindo de fora se assumiram como tais, por opção sua.


Nos últimos meses as minhas condições de vida e de saúde foram muito alteradas. Não cumpri a norma a que me propus, de mensalmente vos dirigir uma mensagem sobre a SÉ VELHA e os acontecimentos que nos dizem respeito. Retomo agora para vos dar algumas de nós como comunidade viva.


Não somos muitos e os poucos que somos não aparecemos regularmente às assembleias dominicais e por isso o sentido de Comunidade não se tem fortalecido. Sentimo-nos compensados por alguns que vêm de longe e não falham. De facto, a Sé Velha é um centro que atrai muitas pessoas por motivos espirituais e culturais que se completam. Os participantes valorizam o que nela descobrem pelo ambiente rico de sugestões, de paz e de beleza artística.


Impõem-se-nos a prioridade e a perfeição do culto religioso e é para ele que repetimos os nossos apelos, pois é nele que se alimenta a nossa comunidade. Damos também o empenho na preparação de reuniões culturais com visitas atentas à simbologia cristã.


Os concertos musicais, do mais alto nível e de lotação esgotada, enchem de vida as arcadas românicas restauradas a rigor há cerca de 130 anos “in pristina forma”. Um pouco constrangido com aparência de uma actividade comercial, propomos a troca de um bilhete de entrada por um convite compensador. A dignidade da Igreja bem merece este tipo de atenção.


A quadra da Páscoa vem trazer-nos oportunidades variadas para nos integrarmos na alegria da Páscoa Cristã. O convite é para todos.


Mons. João Evangelista Ribeiro Jorge


 

SÉ VELHA - A Catedral de Santa Maria de Coimbra. “Santuário Mariano de Coimbra: Uma Devoção, Uma Dedicação, Um Apelo “

1.

Numa postura de Amor e dedicação, a primeira palavra dirige-se para a Padroeira desta Catedral, Santa Maria de Coimbra, em Evocação e Veneração da Mãe de Deus, Rainha dos Céus e protetora de Coimbra, e desta Catedral onde, desde há mais de nove séculos, exerce o seu padroado.


Em rápida visão diacrónica, vislumbramos o painel temporal deste templo marcado pelo destaque da sua intervenção religiosa, de âmbito diocesano e do Reino, bem como a intervenção cívica enquanto sede real de um reino em formação.


As forças da sua resistência mantiveram-na de pé; firme, serviu de apoio a gerações  episcopais, acolheu comunidades cristãs e mostrou ao futuro todo o poder salvífico da  mensagem de Cristo.  E ainda que mal tratada, silenciada ou perante quem a amava ou a odiava, hoje como ontem, sobre as opções humanas e perecíveis, impor-se-á na defesa os valores intemporais da Santa Madre Igreja. Mantém-se sonora a sua voz; renasceu sempre com vigor redobrado para dar luz ao mundo; tronou-se eco distante e grito presente na nossa vida do quotidiano intemporal desde o séculos XII ao século XXI.


No seu percurso temporal, a vetusta catedral foi envolvida por diferentes auras matinais que os fenómenos sociais e políticos faziam levantar. Em todos eles, a Catedral sustentou o baluarte da vitória e traçou os rumos do futuro. Foi o que, de novo, aconteceu recentemente: depois de uma passagem pela penumbra do silêncio em que a igreja (também a diocesana) viveu enfeudada e subjugada aos poderes temporais por 130 anos, do último quarteirão do século XVIII ao primeiro do século XX, a Sé Catedral de Coimbra reacendeu a sua luz orientadora e viu ser reposta a sua dignidade com a nova sagração em 1934 e instituição canónica do culto próprio de Igreja-Mãe diocesana, outorgado pelo vaticano, mantendo o padroado pela Virgem Santa Maria de Coimbra e se afirma como Santuário Mariano. Foi nesta qualidade que, em Outubro de 2013 a Sé Velha de Coimbra foi convidada pelo Vaticano a estar presente - e se fez representar- em Roma nas jornadas mundiais marianas, e onde, sob a égide papal e de Nossa Senhora de Fátima, as congregações e santuários marianos de todo o mundo foram visitadas e abençoadas pela Virgem Maria, cuja imagem, especificamente e a pedido do Papa Francisco, foi deslocada da Cova da Iria até ao Vaticano para presidir a este encontro.


2.

É esta lgreja-mãe da Diocese de Coimbra, única que foi levantada e revestida com observância rigorosa dos cânones catedralícios; consolidação física do edifício; condições e práticas eclesiais necessárias e adequadas à administração da diocese. E mesmo quando sujeita às humanas intervenções adversas, foi contra o seu silêncio que brotaram clamores da resistência e contestação de comodismos desajustados de uma poder político que a despeitava. Era o acordar de uma razão obnubilada mas que o tempo acabaria   por fazer chegar à tona de água: para lá da trasitoriedade de comportamentos dos humanos, reafirmou-se a perenidade da razão de ser da sua missão original, numa verdade repetidamente proclamada por Roma e assumida por quantos tiveram assento na cadeira episcopal desde iníco do séc. XX. Até aos nossos dias, a Sé Velha, Igreja - Mãe de Coimbra, pela Comunidade cristã, é vista revestida do múnus para que foi edificada.


3.

É pois, enquanto Igreja - Mãe congregadora da Família Cristã Diocesana que, num simile feliz e oportuno, recebe por orago e fica institucionalizada sob o padroado da Virgem Maria, a Mãe da Igreja, e fica identificada como Igreja de Santa Maria de Coimbra. Ela que é a mãe de Deus feito Homem, mantém a sua presença no mundo como Fonte de Vida eterna e Mãe da Igreja. Daí que, enquanto sedes episcopais e centros de orientação diocesana, as catedrais sejam, no geral, colocadas sob o padroado de Nossa Senhora enquanto Fonte de vida espiritual: a Mãe de Deus.


A Velha Catedral de Coimbra continua hoje, como ontem, a ser reconhecida pelo Vaticano e a ostentar-se como bastião zelador do culto mariano. A Santa Sé reafirmou, assim, o reconhecimento da Virgem Maria como Protetora e Mãe da Igreja. E deu nova vida à presença da Virgem Maria nas sedes episcopais, como centros marianos. E será daí que, na comunidade cristã diocesana e sob a proteção do Seu manto, a intervenção episcopal há-de cobrir os caminhos de uma Nova Evangelização.


António Jorge da Silva

 

Os 91 anos de Monsenhor João Evangelista

16 de Fevereiro de 2015

Monsenhor João Evangelista Ribeiro Jorge,

Parabéns pela celebração dos seus 91 anos.

A Comunidade cristã da Sé Velha de Coimbra, em ação de graças, dirige os olhar para Cristo e rejubila pela passagem de mais um aniversário do seu Pároco, Monsenhor João Evangelista Ribeiro Jorge.


É uma bênção poder receber o acompanhamento religioso de um sacerdote que assume a condição de Padre até ao extremo de suas resistências num espírito de doação revelada pela intervenção e disponibilidade constante ao serviço de seus paroquianos. A sua noção de munus sacerdotal é muito mais que um “meio de vida”, ou de um “emprego”: é uma entrega constante que vai para lá das relações e medições temporais; é uma entrega total até ao limite das resistências dentro de uma digna intervenção, mas sempre ao serviço de quem precisa.


Talvez seja por tal exigência pessoal e doação que fez dele um impulsionador de obras, por esse Portugal fora, em benefício de quem precisava, material e espiritualmente. Essa mesma será a razão pela qual o seu espírito empreendedor e seu estilo interventivo possam tornar-se estranhos para quem é diferente ou se sente incomodado na diferença. No fundo, porém, os avanços de iniciativas tomadas ao longo deste 91 anos pretendem de ser, e sempre, passos em frente ao encontro do Senhor e para Sua glória.


Ignorar isso e quem ao longo dos seus 91 anos, muito teve sempre para dar e nada reservou para si senão eventuais incompreensões, é ficar a milhas da verdadeira alma cheia de interesses pelo Saber e pela Verdade. Isto mesmo quando a firmeza da alma da sua Igreja-Mãe se apossa de seus sentimentos e de sua palavra. E se foi o inesperado o choque e imprudentes sofrimentos recentes que rasgaram a estabilidade do corpo e da alma, mesmo assim, pelo ser e pelo ter, na especificidade da postura e intervenção missionária, mantém a entrega aos novos cuidados pela Sé e pela Diocese e pela Igreja.


Restamos nós, paroquianos e estruturas que o temos acompanhado. Com ele sentimos ser grande a Graça que nos é dada pelo Pároco que temos, e suplicamos a Santa Maria de Coimbra que olhe por este Seu servo, que lhe é particularmente devoto, e lhe conceda a recuperação e condições para voltar a dar alma à Velha Catedral de que se sente, desde há precisamente 40 anos, uma pedra viva, e humilde servidor.


Com dedicação e amizade,


Pela Comissão de Fábrica da Sé Velha,

António Jorge Silva

 


   

Mensagem paroquial da Sé Velha - Janeiro de 2015

Aos queridos paroquianos residentes e por opção, unidos pela fé Cristã e pelo amor à Sé Velha: PAZ


Um ano novo se apresenta.


Como sempre novos votos se formulam e coisas novas vão suceder. As tradições guardam-se e tornam-se um passado - presente.


A nossa grande e comum referência é a Sé Velha, símbolo da unidade desta porção do Povo de Deus que vive em coimbrã e sua Diocese.


É nossa intenção reavivar nela o Santuário Mariano, que já foi em tempos passados e de que o Vaticano guarda memória assim nomeada de Sé Catedral Velha de Nossa Senhora da Assunção, a que a devoção popular acrescentou Santa Maria de Coimbra. Compete-nos dar-lhe alguma vitalidade espiritual.


Assim, simplesmente, vamos dedicar a intenção da missa de sexta-feira, às 18 horas, pelas intenções da nossa Diocese em honra e glória de Santa Maria de Coimbra, começando já no próximo dia 2. Desta forma, todas as semanas colocamo-nos ao serviço dos nossos irmãos na fé e do culto a Santa Maria de Coimbra.


Como intenções privilegiadas do Santuário de Santa Maria de Coimbra, incluímos o Santo Padre, o Pastor e Guia da Diocese e outras que sejam apresentadas.


O acolhimento aos peregrinos, individuais ou em grupo, facilitando-lhes tempo de oração e convívio, faz parte da nossa missão.


Trata-se de uma iniciativa passível de alguns ajustamentos julgados convenientes pela Igreja e pela tradição Cristã.


Votos de Bom Ano com a bênção de Santa Maria de Coimbra.


Mons. João Evangelista Ribeiro Jorge

 


   

Solenidade da Imaculada Conceição na Catedral de Coimbra

Imagem de Nossa Senhora da Conceição, Rainha de Portugal. Da autoria de Frei Cipriano da Cruz, exposta na Catedral de Santa Maria de Coimbra

No próximo dia 7, às 21 horas, o Orfeon Académico de Coimbra vem celebrar connosco os seus 134 anos de existência, num concerto solidário com o Centro Social Paroquial da Sé Velha. No dia 8, a Sé Velha vai entregar-se toda à Imaculada Conceição. Foi neste dia que no ano de 1320, e com a presença da Rainha Santa Isabel, principiou aqui a celebração da festa litúrgica em honra da Imaculada Conceição, numa altura em que ainda era desconhecida em Portugal.

Num dia de grande exaltação da padroeira de todos nós, temos; às 11 horas será celebrada a missa solene em honra da Imaculada Conceição, às 17:30 horas, apresentação dos 830 anos da Sagração do Altar-Mor, e às 18 horas o Concerto de Natal - Petite Messe Solennelle de G. Rossini.


Interpretado por:

Coro Sinfónico Inês de Castro

Ensemble Vocal Pro Musica

Orquestra do Norte

 

Solistas:


Ana Maria Pinto - Soprano
Catia Moreso - Mezzo soprano
Fernando Guimarães - Tenor
Pedro Telles - Barítono
Direção de José Ferreira Lobo

 

 

Mensagem paroquial da Sé Velha – Dezembro 2014

Aos caríssimos paroquianos, residentes e opcionais, da Sé Velha.


Está no fim o mês de Novembro e como sempre o nosso pensamento volta-se para o Natal. Um novo ano se anuncia, uma nova esperança nos invade, uma nova vida está a chegar. Referimo-nos à vida do espirito, pois, a vida do corpo só envelhece e continua o seu calvário de lágrimas, de violências e de corrupção.


Na Sé Velha, no passado dia 16 assinalamos a festa litúrgica do aniversário da sagração da Catedral, a festa da Unidade da Igreja Diocesana. Casa cheia de gente, de perto e de longe, mas não estavam todos. Cabiam mais e a Unidade da Igreja é um tema muito apelativo e edificante. “ Eu sou a pedra angular” disse jesus, “Eu sou a porta, Eu sou a Luz”, “ ninguém vai ao Pai senão por Mim”. Em Cristo formamos um só corpo.


O mês de Dezembro abre-nos toda a nossa atenção para o Natal de Jesus e nele encontramos o Amor e a Paz. As nossas famílias estão carentes de Amor e da Paz. As consoladoras tradições do Natal não param de nos oferecer motivos e sinais de Alegria, de Amor e da Paz. E, para que estas festas e lembranças não acabem, como tantas outras que o vento leva, aceite o nosso convite para uma reconciliação com Deus, na confissão, e um abraço de Paz com a família, na vivência do mistério Eucarístico. Natal é Natal com Cristo.


No próximo dia 7, o Orfeon Académico de Coimbra vem celebrar connosco os seus 134 anos de existência, num concerto solidário às 21 horas. No dia 8, a Sé Velha vai entregar-se toda à Imaculada Conceição. Neste dia, no ano de 1320, com a presença da Rainha Santa Isabel, principiou aqui a celebração da festa litúrgica em honra da Imaculada Conceição, quando ainda era desconhecida em Portugal. Teremos, às 11 horas, a missa solene em honra da Imaculada Conceição, às 17:30 horas, apresentação dos 830 anos da Sagração do Altar-Mor, e às 18 horas o Concerto de Natal. Um dia de grande exaltação da padroeira de todos nós.


Desejo a todos um Santo Natal na Alegria, Paz e Amor de Jesus Cristo.


Mons. João Evangelista Ribeiro Jorge

 


 

Ecos da Festa da Dedicação da Catedral de Coimbra

Diário as Beiras (15 e 16/11/2014)

Diário de Coimbra (17/11/2014)


Diário as Beiras (17/11/2014)

   

Comentário ao depoimento de um alto membro do Cabido da Sé de Coimbra

Esta questão da Unidade do Corpo eclesial diocesano expresso na /pela uni(ci)dade da Catedral enquanto cabeça e sede estrutural da verdadeira cadeira do bispo da diocese, não surge apenas como objeto e centro  de nossa preocupação pessoal, do pároco e membros corresponsáveis pela orgânica eclesial. De modo nenhum.  Pois, enquanto consciente  auditor  da expectativa exigente da comunidade cristã diocesana envolvida em problematizações de rigor científico, de justiça, razão e direito civil e direito canónico que vive no âmbito da Igreja, querem conhecer melhor a igreja que lhes é oferecida, e  apresentam questões sobre Culto e relacionamentos, a Organização e estrutura humana e espacial; Catedrais, Sé, Basílicas, Igrejas e capelas, Reitorados, em suma, questões da realidade  da igreja com as quais, se e enquanto crentes,  deverão e/ou terão  que viver.


E ficam agastados quando se confrontam com realidades  de erro publicamente revelados sem que haja uma coerente atitude de reversão...


Num espírito profundamente eclesial, congratulamo-nos  que o problema da unicidade da Catedral de Coimbra tenha adquirido, assim, acréscimo de interesse e atualidade.


É hora, pois, de termos este esclarecimento.


António Jorge da Silva


 

Depoimento de um alto membro do Cabido da Sé de Coimbra

“Penso que um dos maiores vexames e ofensas feitas à Igreja em Coimbra foi esta passagem da Sé Catedral de Santa Maria para a Sé Nova (...)”


No excelente trabalho que Mons. Aurélio de Campos acaba de publicar sobre o Seminário de Coimbra, onde recolhe primorosos documentos e informações que cobrem toda a história de 250 anos desta instituição tão amada e fecunda, inclui algumas notas pessoais que nos revelam a cultura e a sensibilidade do autor.


Registamos com o maior apreço uma dessas notas onde se refere ao abandono, à profanação deste lugar sagrado em fins do seculo XVIII e que se tem mantido, em tom mais discreto, sem líderes nem mentores à vista.


Refere então o Mons. Aurélio em primeira pessoa:

“Penso que um dos maiores vexames e ofensas feitas à Igreja em Coimbra foi esta passagem da Sé Catedral de Santa Maria para a Sé Nova e, ainda, o facto de a Sé Catedral de Santa Maria ter passado para posse da Santa Casa da Misericórdia e, depois, da Ordem Terceira de S. Francisco e, a partir de 1816, para a sede da paróquia de S. Cristóvão.”


Mons. João Evangelista Ribeiro Jorge


   

Mensagem paroquial da Sé Velha – Novembro 2014

A mensagem do Pároco deve ser um abraço amigo e uma permanente actualização do serviço que devo em ordem à salvação.


Sinto por vós, como filhos de Deus e peregrinos do Ceu, uma natural afeição e desejo de estar convosco. A Sé Velha é o nosso envelope que guarda os mistérios do reino e os sinais mais visíveis da nossa comunhão de vida.


Estamos a entrar no mês das almas e na preparação da solenidade da festa da nossa Catedral. A lembrança das almas dos nossos familiares e amigos é um culto sadio do amor que não morre e nos acorda para os valores da vida eterna. Preocupa-me todos os dias tomar parte no coro dos que rezam “dai-lhes Senhor o descanso eterno”.


Agora, gostaria de mobilizar as vossas atenções para a preparação da Solenidade Litúrgica do próximo dia 16, domingo às 11 horas, com o natural apelo à vossa presença participativa. O convite é da própria Igreja e da sua dignidade como Igreja mãe, onde se guarda a cadeira do Senhor Bispo, mestre e Pastor, e se congrega a assembleia, símbolo do povo de Deus de toda a Diocese.


Apesar de, nos últimos anos a projectada unidade das duas Sés ter sido ensombrada por notícias falaciosas, a Sé Velha continua a ser a única e verdadeira Catedral de Coimbra. Qualquer outra igreja pode servir de pró-catedral, a mando do Senhor Bispo, mas a dignidade catedralícia é única e celebra-se em Coimbra no próximo dia 16.


Com efeito, a tentativa de fazer da Sé Nova a Sé Catedral foi lançada pelos cónegos que abandonaram a Sé Velha em 1772. Em 1900 o Papa S. Pio X, em sintonia com o Bispo D. Manuel Correia de Bastos Pina, declara a Sé Velha como Catedral legitima e desde então ninguém pôs em dúvida a dignidade da Catedral de Coimbra, senão os eventuais adeptos dos cónegos abandonantes.


Numa altura em que a Sé Velha é procurada por milhares de turistas e peregrinos, não faz sentido o desconhecimento dos diocesanos de Coimbra sobre a sua Catedral.


A próxima festa do dia 16 pode ser uma boa oportunidade para abrir os corações à unidade da fé cristã homenageando a joia românica.


Mons. João Evangelista Ribeiro Jorge


 

A propósito da celebração da Festa da Dedicação da Catedral de Coimbra

A propósito da celebração da Festa da Dedicação da Catedral de Coimbra, celebrada no passado dia 16 do corrente, e sem pretender acrescentar nada de novo ao que muitos, bem mais credenciados do que eu, já afirmaram, permito-me, não obstante, fazer sobre este assunto algumas considerações. E a primeira é a de que, não raro, olhamos as realidades que constituem o nosso património espiritual, cultural e arquitectónico com um excesso de coração que, por vezes, ofusca a nossa razão. Aconteceu comigo na defesa da Sé Nova de Coimbra, reclamando para ela a dignidade que lhe é própria enquanto actual Catedral da Diocese. Contudo, depois de algumas leituras atentas e – mesmo que paradoxalmente – «apaixonadas»; inicialmente das excelentes obras do Reverendo Pe. Dr. José Eduardo Reis Coutinho, sobre a Sé Velha e a Sé Nova de Coimbra (esta última a Igreja dos Jesuítas), a que se seguiu a da excelente obra do grande Mestre Doutor António de Vasconcelos, sobre a Sé Velha de Coimbra; tive oportunidade – essa que advém do esclarecimento – de rever as minhas opções interiores. Assim:


1. É inequívoco o dever de reconhecer o valor da Sé Velha! Não apenas na sua dimensão arquitectónica, enquanto património nacional – pois que esse ninguém o recusa – mas na sua identidade e na natureza da sua construção. Efectivamente, a Sé Velha de Coimbra foi a única Igreja construída, de raiz, para ser a mãe de todas as Igrejas da Diocese. Neste sentido, ela expressa a sua identidade, mas encerra igualmente, na sua história, a dinâmica da construção da Igreja em Coimbra – a história da Diocese – compendiando a vivência de tantos homens e mulheres cristãos que, a partir dela, alimentaram a sua fé, numa comunhão permanente com os Bispos que desde o seu seio conduziram esta «porção do Povo de Deus», que constitui a vetusta Diocese Coimbrã. E que Bispos cruzam a sua história com a da sua Catedral!... Na impossibilidade de referir todos, relembremos apenas alguns dos nomes maiores: D. Miguel Pais Salomão, que constrói a Catedral; D Jorge de Almeida, esse príncipe da Igreja que dotou a sua Catedral, para além de outros elementos, do seu magnifico retábulo; D. Frei João Soares, prelado do Concilio de Trento, que haveria de dotar a sua Igreja da expressiva Capela do Santíssimo, com toda a beleza que a pedra trabalhada nos permite observar; D. Afonso de Castelo Branco, que, para além de Vice-Rei do Reino, foi um dos grandes benfeitores da cidade, onde, ao longo de trinta anos, exerceu proficuamente o seu ministério episcopal; e D. Manuel Correia de Bastos Pina, homem de profunda sensibilidade, cultura e visão esclarecida das realidades, para além de grande empreendedor na valorização do património diocesano, que, entre muitas outras acções, providenciou para que se efectuasse a recuperação da sua antiga Sé. Mas ao lado destes, quantos outros bispos?!... Podíamos referir, ainda, a grandeza de um D. Miguel da Anunciação que, após a sua libertação de Pedrouços, onde esteve encarcerado ao longo de oito anos, regressou à sua Sé, entretanto, mudada de uma para outra Igreja. E com que sentimentos? Enfim… é toda esta realidade viva que se projecta do passado que a veneranda Igreja Catedral de Coimbra reflecte a partir de si.


Para ler o texto completo clique AQUI s.f.f.

 


 

Mensagem paroquial da Sé Velha – Outubro 2014

Depois de um atribulado mês de Setembro em que a minha vida correu algum risco e me forçou a ficar de fora alguns dias, em que fui substituído por colegas amigos, retomo as funções de Pároco da paróquia de S. Cristóvão ao serviço dos paroquianos e da Catedral de Coimbra.


A população da comunidade paroquial vive muito dispersa cumprindo as suas tradições de cultivar um grande amor à sua Sé mas vivendo a sua fé como paroquianos apcionais de outras igrejas e capelas. O núcleo restante é muito limitado.


O envelhecimento urbanístico e o despovoamento que provocou em casais jovens criam um vazio humano de relações, num deserto de meninos, um acentuado artifício que povoa a noite e é cada vez mais ocupado por estranhos e visitantes.


Fica de pé a Catedral. Ainda, e cada vez mais procurada pela sua beleza arquitetónica, a sua riqueza artística e a simbologia cristã, misteriosa.


A paróquia de São Cristóvão que há 200 anos recebeu o encargo de manter o culto e zelar por esta igreja que se encontrava abandonada, saqueada, entregue à sua padroeira e fechada sem utilidade, passou a ser contada como igreja a servir de paroquial da paróquia de São Cristóvão. Depressa o povo a reconhece e a retoma chamando-lhe Sé.


E assim se misturaram os nomes de Igreja paroquial de São Cristóvão da Sé Velha.


De facto, esta igreja nunca foi só igreja paroquial porque não perdeu a sua dignidade antiga como foi reconhecida em 1902 pelo Bispo D. Manuel Correia de Bastos Pina e o Santo Padre S. Pio X que decretou a manutenção do culto à Catedral em dia próprio. O Calendário litúrgico mantem e será celebrado, como nos anos anteriores, no próximo dia 16 de Novembro.


O nosso apelo à população de Coimbra (cidade e diocese) em espirito missionário, transmite aos diocesanos o dever de manter viva e aberta ao culto esta preciosa relíquia.


Outubro é mês mariano. Antes da missa da semana, 18 horas, rezaremos o terço. Retomaremos a nossa catequese e aos sábados, às 16 horas, a catequese para adultos.


Com amizade,

Mons. João Evangelista Ribeiro Jorge

 


   

Mensagem paroquial da Sé Velha – Setembro 2014

 

Caros paroquianos, residentes e por opção, todos os que amam a SÉ VELHA como tesouro artístico e como Igreja mãe da Diocese de Coimbra; a graça e a paz de Deus estejam em vós.


O mês de Agosto, tal como esperávamos, foi um mês de grande movimento turístico, alguns Baptismos e alguns Casamentos com desusada participação de convidados e sinais festivos.


As missas dominicais, com menos paroquianos como era habitual, tiveram uma maior participação de estrangeiros.


O polo mais marcante do mês foi a celebração da festa da Padroeira no dia 15.


Muitos convidados de perto e de longe encheram a Igreja e comprovaram que a devoção de Santa Maria de Coimbra ganhou novo calor e nova motivação religiosa e cívica. Afinal, as férias não perturbaram e transformaram-se num bom estímulo, como vimos.


O encanto que dá ver a Sé Velha há tantos anos abandonada mas entregue a uma Padroeira amada do povo cristão! A Catedral de Coimbra tem história, tem riqueza artística e simbolismo religioso que baste, para merecer a assembleia do povo que nela se agregou. Somos o povo de Deus; ovelhas do seu rebanho.

 

Quando fazemos apelo aos paroquianos para tomar parte na nossa vida comunitária e desta maneira valorizar a nossa própria vida cristã, estamos a pensar no bem das nossas famílias, na alegria de estarmos todos unidos com Deus.


Mons. João Evangelista Ribeiro Jorge

 

 


 

Mensagem paroquial da Sé Velha – Agosto de 2014

Caros paroquianos residentes ou por opção, amigos e admiradores da igreja Catedral de Coimbra e da sua padroeira Nossa Senhora da Assunção.


Ao virar a folha do calendário, a 9 de julho, topamos a Missa Moçárabe e sua comparação com o rito romano, em evocação dos tempos de D. Sesnando há 950 anos. Intervieram com muito brilho e saber o P. Dr. Luís Ribeiro de Oliveira, o celebrante P. Dr. Pedro Miranda e o coro CAPELLA SANCTAE CRUCIS com um programa artístico e instrumentos à época, de beleza e harmonia incomparáveis.


Na rotina da vida paroquial, mais uma vez registamos um aumento de presenças nos actos de Culto, aos Sábados e Domingos, e o turismo em clara afirmação de interesse pelo monumento em si e a sua arquitectura, a sua história e o seu simbolismo religioso.


O mês de Agosto, que é o de maior afluência turística, é o que regista maior vazio nos bancos da igreja, à hora das celebrações.


É neste mês que ocorre a festa da nossa padroeira, no dia 15, a festa da padroeira da Catedral de Coimbra - Nossa Senhora da Assunção. É quase um dia banal e de muito pouca afluência.


Neste ano porém, vamos fazer mesmo festa. Convidamos amigos para ver como é linda a nossa Sé Velha e como cobre muita gente.


A padroeira convida-nos para a glória do Céu e tem-nos ajudado tanto que bem merece ser louvada e agradecida com mais calor.


Para os nossos vizinhos, que vivem e ganham a vida à sombra do seu Santuário, dirigimos o primeiro apelo veemente e amigo, venham! Crentes ou não crentes a vossa presença unida numa causa como esta só nos dignifica a todos e mostra que o acolhimento turístico da Sé Velha tem alma. Tragam-nos um cartão vosso, com ou sem mensagem, para eventuais contactos e alguma noticia a difundir sobre esta festa.


O convite abre-se aos amigos e admiradores da Sé Velha, paroquianos por opção, aos Guardiães, aos responsáveis por instituições cristãs, Santa Casa, aos utentes e servidores do Centro Social Paroquial da Sé Velha. Todos juntos seremos muitos e a festa será festa mesmo. Agradecemos algumas sugestões que queiram enviar-nos e sejam exequíveis.


Vosso, com uma especial ajuda da mãe Santa Maria de Coimbra.


Mons. João Evangelista Ribeiro Jorge

 

Sé Velha e Companhia de Jesus em festa

A razão da festa foi a missa nova do jovem Pedro Cameira, padre jesuíta de Coimbra que quis honrar a nossa Igreja mãe, a Catedral de Santa Maria de Coimbra.


A companhia de jesus, a Catedral de Coimbra e o seu bispo D. Miguel da Anunciação foram vítimas do mesmo poder político de meados do Séc. XVIII que expulsou e confiscou os bens da Companhia de Jesus, tentou anular a dignidade da Catedral e mandou prender o bispo sem processo nem julgamento. Liquidou o prestígio da Igreja e seus tesouros e lançou nela a divisão.


A festa do Pedro Cameira, Padre novo, foi tão esplendorosa e tão vivida por uma enorme multidão de amigos, jovens e crianças que encheram as três naves inteiramente. Cerca de 40 sacerdotes concelebraram, o coro aprimorou-se, as crianças, em grande número, cobriram de beijos o novo Sacerdote e os outros padres que rodeavam o altar no abraço da paz. Todos sentiram uma explosão de alegria quando romperam as palmas intermináveis, no fim.


A companhia de Jesus afinal está viva em Coimbra, a Sé Velha e Santa Maria retomaram a sua dignidade e a Igreja canta as glórias de Deus e a Paz entre os irmãos e os homens todos.


Mons. João Evangelista Ribeiro Jorge

 

 

 

MENSAGEM DO PÁROCO – Julho de 2014

Mensagem aos paroquianos da Sé Velha, residentes ou por opção.


Como primeira apreciação global do mês anterior anotamos que a vivência da Fé na Sé Velha foi marcada pela continuidade de novas presenças que vêm de perto e de longe; mais idosos do que jovens, mais casamentos e mais baptismos, mas menos catequistas e menos catequizandos, mais turistas e mais peregrinos, e mais contactos na preparação de actividades culturais e feira medieval.


Guardamos especial memória da apresentação do projecto Portugal: Caminhos da Fé, onde a igreja da Sé Velha mereceu referências elogiosas como Bem Cultural da Igreja e como destino turístico privilegiado pela história, pela beleza artística e pela simbologia religiosa que nela estão integradas.


A Sé Velha, igreja abandonada, saqueada e marginalizada há 250 anos por uma lei iniqua vai reaparecendo e retomando o seu lugar de Catedral sob a proteção maternal de Santa Maria de Coimbra.


No dia em que se celebrou a festa da Diocese e Corpo de Deus serviu de ponto de encontro de alguns participantes na tradicional procissão, acolhidos pelo Senhor Presidente do Cabido e Pároco da Sé Nova e por nós. Um bom sinal do reencontro tão desejado e tão necessário à unidade da Igreja em Coimbra. A manutenção das duas Sés, como Catedrais, nunca pode servir a unidade do povo de Deus.


Registamos, já para o próximo sábado (5 de julho) a vinda do Coral Harmonia Polifónica-Valência que nos visita e partilha connosco a celebração das vésperas e da eucaristia, às 19 horas, e oferece no final um concerto de música sinfónica. A Sé Velha é reconhecida e estimada por “nuestros hermanos” e muitos vindos de longes terras. Logo no dia seguinte, na missa das 11 horas, temos uma missa nova do Padre Pedro, Jesuíta, acompanhado de amigos e familiares. Há lugar para todos.


Com muito apreço e gratidão devemos dar a notícia de que um grupo de jovens de elevado nível artístico ligados ao Coro D. Inês de Castro, estudantes universitários têm vindo animar a celebração litúrgica dos últimos sábados às 19 horas. É mais um motivo para pedir aos queridos paroquianos que visitem a sua igreja e contribuam para a sua divulgação como nossa Igreja Mãe.


Desejo-vos todo o Bem.


Mons. João Evangelista Ribeiro Jorge

   

MENSAGEM DO PÁROCO - Junho de 2014

Aos caríssimos paroquianos da Sé Velha, residentes e por opção, as minhas melhores saudações neste mês de Junho.


A nossa vida litúrgica decorre com normalidade que envolve muitos visitantes e muitas celebrações de Baptismos e Casamentos e duas dezenas de presenças diárias na Eucaristia.


O turismo aumentou muito em relação aos meses do ano passado. Tivemos de recorrer a voluntários estudantes para melhorar o acolhimento e abrir as portas às visitas guiadas com mais dignidade. Neste serviço a presença de estrangeiros é cada vez mais aumentada e o número de portugueses e lusófonos também. Só os diocesanos aparecem menos.


O ambiente festivo da Cidade não deixa de nos envolver com eventos culturais de grande projecção. D. Sesnando, a história da velha Coimbra, a consciência da alma Mater repartida pela Catedral e pela Universidade herdeira natural das iniciativas culturais do Cabido Diocesano e do Mosteiro de Santa Cruz, abrem-se em novos horizontes e novos caminhos para a grandeza de Coimbra. As festas vão começar neste mês e prolongam-se pelo verão e outono.


A mãe alma de Coimbra, matriz heterogénea de povos e culturas, com fermentos distintos: Romanos, hebreus, árabes e cristãos, assumiram uma profunda empatia na sua vivência comum para criar uma síntese nacional de Paz e compreensão que muito nos honra e se prolonga nas experiencias da lusofonia e missionária.


No programa das festas aparecem algumas iniciativas que nos envolvem e a que damos todo o apoio que nos é pedido e possível. Alem disso, anunciamos a apresentação dos "CAMINHOS DA FÉ" no próximo dia 23 de Junho, às 17 horas, na Sé Velha que contará com a presença dos autores dos roteiros, do Director-Geral do Património Cultural e do Presidente da Região de Turismo do Centro. Salientamos que o retábulo de Santa Maria de Coimbra aparece na capa do Roteiro Caminhos Marianos.


Anunciamos, também, a festa da Igreja Diocesana e do Corpo de Deus no dia 22 de junho, já muito publicitada. A presença do Senhor D. Ximenes Belo, no dia 21, em encontro com Timorenses que muito nos honra com a sua concelebração.


A vossa presença é para nós um grande estímulo.


Mons. João Evangelista Ribeiro Jorge


 

RAINHA SANTA DE COIMBRA E A SUA CATEDRAL

Diário de Coimbra (07-06-2014)

 

ÚLTIMO TESTEMUNHO DO SENHOR D. EURICO

 

No livro de honra de Sé Velha, à qual dedicou especial afecto e estima.


Pertenço à Diocese de Coimbra, desde há quase cem anos, ou seja desde o nascimento em 6-3-1923. Fiquei cidadão de Coimbra.

Após a instrução primária (ensino de base), passei para o Seminário de Coimbra onde conclui o curso de Teologia em 1944.

Durante quatro anos, andei algo arredado: passei mais de um ano no Seminário Menor da Figueira da Foz, em frequentes vindas a Coimbra, seguiram-se dois anos e meio passados ininterruptamente em Roma (Itália) sem vir à Terra Mãe, a frequentar a Faculdade de Direito Canónico até ao fim.

Regressei a Portugal em Julho de 1955, instalando-me no Seminário Maior onde dei aulas, bem como no Magistério Primário, Instituto de Serviço Social, prestei serviço de assistente eclesiástico na Acção Católica, especialmente no CADC e na JUCF.

Em 1967, com 41 anos o Papa designou-me para Bispo de Vila Cabral, oito anos depois para Sá de Bandeira, em Moçambique e Angola respectivamente. De lá vim para arcebispo de Braga, cargo em que me mantive até meados de 1999, passando então a emérito, situação em que me encontro, até quando Deus quiser.


Coimbra, 27-12-2011

Eurico Dias Nogueira

Arcebispo emérito de Braga


Tendo vivido em ambientes de conflitos sociais e políticos, o Senhor D. Eurico deixou uma herança de Bispo e Homem de Paz.

 


 

MENSAGEM DO PÁROCO - Maio de 2014

Caros paroquianos residentes e por opção ligados à Sé Velha.


Estamos em Maio o mês mais florido e mais mariano. Na Sé Velha, há mais de 10 séculos, Maria é conhecida e amada como padroeira e como Santa Maria de Coimbra.


Rezamos-lhe a Ave Maria muitas vezes e nela lhe oferecemos as nossas flores. São 5 títulos gloriosos: Cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois entre as mulheres, bendito o fruto do vosso ventre, Jesus e Santa Maria mãe de Deus. Juntamos-lhe 3 pedidos: rogai por nós pecadores, agora, e na hora da nossa morte.


Se cada título destes representa uma flor, ao rezarmos com amor um terço temos 53 * 5 = 265 flores com que podemos compor uma excelente coroa juntamente com pedidos e cânticos de louvor a Santa Maria de Coimbra.


E bem precisamos de o fazer pois o cálice de amargura em que se transformou o nosso projeto de unir as duas Catedrais numa só não para de nos surpreender pela positiva e pela negativa. Só a ajuda do Céu pode fazer com que os responsáveis pela unificação das Sés se unam e percebam que a unidade da Igreja está em causa. A ignorância do símbolo que é a Catedral não serve em nada o bem do povo de Deus.


De todo o mundo, de todas as dioceses de Portugal, nos chegam milhares de visitas de crentes e descrentes, de sacerdotes e leigos e de turistas cultos ou menos cultos à procura da Sé Velha, da sua arte, da sua história e mais recentemente da sua simbologia Cristã.


Coimbra conhece a Sé Velha das serenatas da queima, das feiras medievais, dos concertos e poderia também dar mais valor ao património espiritual que representa.


No dia 31 deste mês, estamos a preparar um dia de acolhimento para os mais novos. É altura de se inscreverem para que o acolhimento não tenha de ser improvisado. O meu apelo vai para os responsáveis das catequeses, escolas, associações juvenis.


Todos são bem-vindos.

 

Mons. João Evangelista Ribeiro Jorge

 

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA - Acolhimento na Sé Velha

A Sé Velha de Coimbra vai dedicar o próximo dia 31 de Maio (Sábado) às crianças e adolescentes da nossa Diocese, associando-se ao dia mundial da criança.


Sob o tema “Unidos construímos a Igreja!”, convidamos as crianças e adolescentes do 1º ao 10º ano de Catequese de toda a Diocese para virem disfrutar deste dia!


As actividades decorrerão das 10h00 às 15h30, envolvendo jogos e visita à Sé Velha, almoço partilhado e um momento de animação e surpresas!


Pretendemos que todas as nossas crianças e adolescentes da Diocese venham conhecer a sua igreja Mãe.


As inscrições podem ser  efetuadas nas Paróquias ou através do e-mail ( Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar )


Estamos de braços abertos para vos acolher!


Esperamos por todos!


 

MENSAGEM DO PÁROCO - Abril de 2014

Queridos paroquianos da Sé velha e outros amigos


Com a Páscoa à vista, é tempo de ultimar os preparativos da festa centro de toda a vida cristã. O dia de ramos, a 5ª feira Santa, a sexta-feira Santa, a vigília pascal e o Dia da ressurreição, são as etapas em que se celebra, isto é, se renovam ou se atualizam no tempo os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. É por este caminho que chegamos à Vida Nova com Deus. É preciso organizar o tempo, recolher informações e horários e predispor-se a participar.


Não esquecer a importância do sacramento da penitência e do perdão para experimentar do que se trata quando falamos em Vida Nova.


Lembrar e contar com o contributo penitencial a entregar para obras de Bem fazer da Diocese. Dar atenção aos familiares e amigos e reavivar o sentido de amor que nos prende aos outros com quem partilhamos a vida.


Na Sé Velha, além do ciclo de concertos Requiem com textos bíblicos e música Sinfónica de alto nível que está a decorrer com entradas condicionadas por convites a amigos que nos ajudam, celebramos o mistério pascal na bênção dos ramos, junto da oliveira milenária, no domingo 13 às 11 horas seguida de missa.


Em quinta-feira Santa (dia 17) às 19 horas, na igreja, a missa da Ceia do Senhor.


A vigília da Páscoa iniciar-se-á às 22 horas do dia 19 (sábado) e terminará com uma pequena e simbólica confraternização.


Os ausentes também estarão presentes na nossa lembrança e nas orações no momento adequado.


Contamos convosco e desejo-vos uma Santa Páscoa.


P. João Evangelista


 

928 ANOS DO CABIDO DA CATEDRAL DE COIMBRA

O cabido da Catedral é uma entidade canónica com personalidade jurídica própria criada para promover na igreja Catedral um culto mais solene e é também um órgão de administração eclesiástica diocesana. Só pode ser erecto, inovado ou suprimido pela Santa Sé. As suas funções repartiam-se por: cantar diariamente no coro, a missa e as horas canónicas, desenvolver e apoiar uma escola de ensino em vários níveis, administrar os bens capitulares, assistir ao bispo quando celebra de pontifical, dar parecer ou consentimento em muitos actos da administração diocesana, substituir o bispo quando a Sé está vaga.


O nosso projecto de dignificação da Catedral de Coimbra não podia ignorar o Cabido (pois não há Cabido sem Catedral nem Catedral dignificada sem Cabido), criado em 1086 (13 de Abril) pelo bispo D. Paterno e pelo governador D.Sesnando. Por se tratar da instituição venerável e respeitável com um passado comum com a Sé merece o maior respeito.


Na primeira fase, a intervenção do Cabido foi notável...

Para ler o texto completo clique AQUI s.f.f.

 

Rito Moçarabe

O Cristianismo chegou à Península Ibérica por volta do século III.


Desenvolveu-se entre os povos que, vindos do norte da Europa, por aqui se foram fixando.


Com a invasão árabe, séculos VII e VIII, o factor religioso tornou-se dominante na vida da Europa, em particular na Península Ibérica. Os conflitos entre árabes e cristãos assumiam proporções de tal violência que transformavam a vida religiosa em puras formas de fanatismo religioso. Era o domínio da lei do "crês ou morres". Foi neste contexto que surgiram também as cruzadas e as ordens militares.


Por volta do século X, Coimbra, na fronteira das lutas pelo poder com conquistas e reconquistas, foi adquirindo prestígio e influência. A população entretanto encontrou um "modus vivendi" mais tolerante e menos radical em relação aos árabes.


Os árabes respeitavam os sentimentos religiosos cristãos e não hostilizavam as hierarquias da Igreja. Exigiam apenas contrapartida do pagamento do imposto e o acatamento das suas leis de paz.


Os cristãos que viviam sob o domínio árabe nestas condições — os Moçarabes — quando alcançavam o poder, também, consentiam que os árabes cultivassem a sua religião (como está documentado numa inscrição, feita nas paredes da Catedral) e vivessem com os seus costumes, como está inscrito na pedra das paredes desta Catedral.


E, Coimbra, parece ter honrado até hoje a sua herança de tolerância entre grupos e facções opostas.


O Rito Moçarabe surgiu neste clima de mútua tolerância. Se os motivos religiosos levavam à guerra, a prática religiosa amenizava as tensões entre pessoas. E quanto mais autêntica fosse essa prática mais acertos se davam na convivência mútua.


O Rito Moçarabe, era um rito cristão. Diferente do latino, mas fiel à Fé Cristã.


A diferença de ritos deu-se pelas exigências de algumas igrejas locais na procura de maior perfeição da vitalidade cristã.


Deve, também, ser referido que o zelo das Autoridades da Igreja em não permitir a proliferação de ritos locais se deve à exigência de fidelidade à Fé e da liturgia ser um sinal precioso da Unidade da Igreja.


Em casos excecionais de actividades culturais religiosas pode ser permitida a celebração em Rito Moçarabe “per modum actus”.


O Rito Moçarabe, ou Hispano-Visigótico, foi abolido no Concilio de Burgos no ano de 1080. A Sé Velha de Coimbra - o Templo actual - abriu aos fiéis no ano de 1184. É assim de admitir que nesta Igreja, como hoje a conhecemos, nunca tenha sido celebrada uma Missa em Rito Moçarabe.

   

D. SESNANDO – 1º GOVERNADOR DE COIMBRA (1064 – 1091)

O túmulo de D. Sesnando encontra-se no Claustro da Sé Velha de Coimbra.


Mais informações em (http://pt.wikipedia.org/wiki/Sesnando_Davides)


 

MENSAGEM DO PÁROCO - Março de 2014

Aos paroquianos residentes ou por opção e a muitos e generosos amigos o meu agradecimento pela sua participação na minha promoção a nonagenário. Nunca tinha feito tantos! Bem hajam!


Vamos entrar na Quaresma, o tempo próprio para melhorar a nossa vida na relação com Deus e com todos os amigos e os outros.


Convertei-vos: é o convite que vem de Deus. Depois, em anexo, a indicação dos gestos ou acções que mostram esse arrependimento. Voltarmos à prática da oração e dos compromissos de amor que atraiçoamos ou pusemos de lado; pensarmos nos outros a quem poderíamos fazer o bem e que precisam de nós; dar esmola com sacrifício pessoal e fazer todo o Bem que puder a começar em si mesmo e no seu próprio corpo ou na sua alma (corrigir os vícios). Com estas coisas bem arrumadas no seu coração bom, vá dizê-lo ao sacerdote que lhe dará o perdão em nome de Deus.


Da mensagem do nosso Papa Francisco: ”A Quaresma é um tempo propício para o despojamento; e far-nos-á bem questionar-nos acerca do que nos podemos privar a fim de ajudar e enriquecer a outros com a nossa pobreza. Não esqueçamos que a verdadeira pobreza dói; não seria válido um despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói”.


A participação nas celebrações dominicais de Sábado às 19 horas, com vésperas, e ao domingo às 11 horas, está a aumentar em cada semana. Para todos nós é muito mais compensador celebrar a missa com pedras vivas. Elas são a razão de ser da própria Igreja. É para vós que eu sou padre e é por vós que eu rezo ao Senhor.


O vosso P. João Evangelista


 

À Oliveira Milenária

À Oliveira Milenária


Entraste na história pelo bico de uma pomba anunciando o fim do castigo divino aos sobreviventes da tragédia do dilúvio. E desde então és o símbolo da paz.


Do teu fruto saiu o óleo que ungia profetas e reis. Alimentaste, alumiaste, aqueceste e curaste muitos pobres mortais. Deste força e alento aos atletas em competição. Todos procuram a tua virtude.


E quando o tempo chegou, entraste no cortejo triunfal a sublinhar o cântico Hossana ao filho de David. Poucos dias depois acolheste no teu jardim o filho do Homem em angústias de morte. Foste o último aconchego na vida do Homem Filho de Deus. Testemunhaste o beijo traiçoeiro, o suor de sangue, a prisão de Cristo e o abandono dos Discípulos.


E como testemunha fiel entraste na liturgia da Igreja oferecendo-lhe a matéria com que se celebram quatro dos sete sacramentos e com que se faz a Sagração das Igrejas.


Junto desta igreja velhinha poderás continuar a proclamar que a morte com que estás ferida não destrói a vida que em ti renasce todos os dias.


Símbolo da Paz!


Oliveira Milenária

Como árvore sagrada

Bem mereces ser cantada


Símbolo da Paz!


Com mil anos de vida

Anuncia a tua herança

Fortalece a nossa esperança


Símbolo da Paz!


Junto à Igreja da Sé Velha

Faz de ama preferida

De tanta gente perdida


Símbolo da Paz!


Com sinais de morte no teu tronco

Faz renascer vida cada dia

E mais alegria, mais alegria


Símbolo da Paz!

Monsenhor João Evangelista

 

 

MEMORANDUM...

16 de Fevereiro de 2014 -  celebramos o aniversário de Monsenhor João Evangelista - data emblemática para o homem que, nos últimos 39 anos cumpriu de corpo e alma, o seu munus sacerdotale ao serviço da Catedral de Coimbra, a Sé Velha. Todas as suas atenções se viraram para esta Catedral histórica, a catedral mais portuguesa de Portugal: e isto, por ser a primeira catedral, erigida durante o reinado de  primeiro Rei de Portugal para bem e serviço da Igreja, do Povo, do Reino e do próprio poder régio. Na realidade , para além de servir para o exercício religioso local, ela era a Igreja Mãe da Capital do reino e cabeça da Igreja Católica em Portugal, e, enquanto sede episcopal, dava unidade à estrutura eclesial do reino, facto que reforçava a legitimidade das diligências do Rei para conseguir o reconhecimento papal para o novo reino que se estava a firmar.

Esta múltipla valência que envolveu, desde sempre, a Sé Velha, segundo a  expressão  bem documentada de Monsenhor João Evangelista,  fez dela a catedral mais portuguesa de Portugal, tanto em tempo de exaltação e de glória quanto nas amargas horas de perseguições políticas de que foi, também ela, vítima.


Sede primeira e Mãe da Igreja Portuguesa reconhecida e instituída  por Roma, a Velha Catedral foi até hoje tida pelo Vaticano como MATER et ECCLESIA MAIOR CONIMBRICENSIS, Centro de unidade eclesial  diocesana e, enquanto tal, dotada de culto próprio, por ser expressão local da Igreja Universal de Cristo.

 

Para ler o texto completo clique AQUI s.f.f.

 

VIVÊNCIA ECUMÉNICA na Velha Catedral

20 de Fevereiro 2014 – 17 Horas


Uma delegação da Igreja Anglicana preparando uma visita a Coimbra, manifestou  à  Autoridade Eclesiástica Diocesana o interesse em celebrar a sua liturgia  na Sé Velha de Coimbra. O pedido foi aceite e no próximo dia 20 de Fevereiro a Catedral de Coimbra acolhe aquela delegação.


O acto de culto anglicano terá lugar às 17 horas, no altar mor  e será de livre  acesso para quem, ao mesmo, quiser assistir.


O Grupo integra membros destacados daquela igreja irmã e será acolhido dentro do espírito ecuménico com a maior alegria, pelos responsáveis da Sé Velha de Coimbra.


Será solicitado, também, à comitiva o registo da sua presença, no livro de Honra desta Catedral.


Coimbra, 17 de Fevereiro de 2014


 

90 Anos no salmo 90

Nesta data comemorativa, 16 de Fevereiro de 2014, do nonagésimo aniversário de Monsenhor João Evangelista, não podemos deixar de expressar o nosso reconhecimento pelos mais de quarenta anos em que estando à frente da Sé de Coimbra, a preservou e deu a conhecer aos quatro cantos do mundo, esta herança que nos foi perpetuada pela primeira geração de portugueses.


Neste reconhecimento nada melhor do que usar as palavras do aniversariante.


Tu que habitas sob a protecção do Altíssimo e moras à sombra do Omnipotente diz ao Senhor: «Sois o meu refúgio e a minha cidadela, meu Deus em vós confio».


Quando me invocar hei-de atende-lo, entrarei com Ele na Tribulação…


Favorecê-lo-ei com longa vida e lhe mostrarei a minha Salvação.


Esta promessa de tempo longo, que é bênção, e privilégio de amor das mãos do Senhor. Será tempo longo quem vive da memória e nele edifica a sua própria história. Celebra e exalta a cultura da verdade, os mistérios da liberdade, da vida e da técnica. Cria símbolos e sinais, palavras e conteúdos, faz da cultura a sabedoria e santidade, ou por outra via loucuras sem conta.


Tempo longo para por à prova o bem e o mal dos mortais e as suas contas finais.


Eu, pobre de mim, que poderei dizer sobre o tempo longo? Que fiz 90 anos? Nem 45.


Andei por aí e agora sinto o peso do que não fiz e me faz tanta falta para acertar as contas.

 


É na misericórdia de Deus que me refugio na protecção de Santa Maria e na benevolência dos irmãos para continuar a ter esperança e alegria de viver.


 

MENSAGEM DO PÁROCO - Fevereiro de 2014

Na caminhada comum da vida, ou ganhamos todos ou morreremos nas nossas ilusões.


Aos queridos paroquianos residentes ou por opção, aos amigos e irmãos na Fé, aos utentes, servidores e voluntários do Centro Social Paroquial e ainda a todos os colaboradores da nossa comunidade paroquial uma afectuosa saudação.


Em meados do mês passado, junto à nossa porta ao frio e à chuva aguardavam a sua vez de ser atendidos na habitual distribuição de bens alimentares, demos conta da presença de cerca de três dezenas de pessoas, algumas já conhecidas outras desconhecidas.


Convidadas a entrar para a nossa casa logo iniciámos uma animada conversação que muito nos aproximou. Foi uma bênção do Céu. Nesse dia os sacos iam mais enriquecidos e nós ficamos mais identificados com a missão da Igreja.


Somos na verdade um só povo. Precisamos muito mais uns dos outros do que supomos. Precisamos de nos encontrar mais vezes, aqui ou na igreja.


O amor não engana. Também mata a fome, cura as dores, alegra o coração.


Vinde todos, pobres ou ricos, sábios ou analfabetos, sós, abandonados ou em companhia, doentes, cansados da vida; Vinde todos à nascente das águas e reanimai-vos na Verdade.


Mons. João Evangelista Ribeiro Jorge

 


 

Começo do Novo Ano na Sé Catedral

Estamos ainda sob o eco dos seis concertos musicais que encheram a nossa Igreja de Santa Maria de Coimbra nesta quadra natalícia de boa gente, de boa musica e de muita alegria.


O coro D. Inês de Castro, o Orfeon Académico, o Coro da Capela da Universidade, o coro da casa do pessoal dos HUC, o trio musical convidado pela CMC e o encontro de 3 grupos folclóricos e etnográficos de Braga, Joane e Coimbra souberam com as suas vozes, os seus instrumentos e os seus trajes criar beleza e transmiti-la em excelente consonância com a casa de Deus. Foi um belo Natal o Natal deste ano na Sé Velha.


Em Fátima vai realizar-se uma jornada de pastoral do turismo promovida pela Conferencia Episcopal Portuguesa. A convite do Padre Doutor Carlos Godinho, da nossa Diocese, que a estruturou e a orienta, a Sé Velha vai participar nela com todo o empenho. Com efeito, o turismo vindo de todo o mundo entra-nos em casa em números que já ultrapassam os 120.000 por ano.


Temos que abrir-nos cada vez com mais atenção a esta realidade de sermos um templo de Deus em que os homens de hoje gostam de entrar. A mensagem cristã faz falta ao lado da arte e da história da Sé Velha. Temos de aperfeiçoar o acolhimento e a leitura da simbologia cristã.


É nossa intenção durante o presente ano de 2014 convidar mais amigos e admiradores da Sé Velha para virem partilhar connosco a vivência da fé e dar mais calor às assembleias litúrgicas de Domingo.


Amigos paroquianos de perto e de longe, eu tenho cumprido a minha promessa/dever de rezar por vós todos os domingos. A Sé Velha precisa de todos nós, agora, mesmo à custa de algum sacrifício. Vinde à Casa do Senhor.


A Sé Velha não é só de pedras morenas é também de pedras vivas.


Vosso dedicado e amigo,

P. João Evangelista

 


 

Pastoral do turismo – 10 de Janeiro, jornada em Fátima

O turismo é hoje uma plurifacetada actividade que envolve o homem todo.


Na história antiga medieval, a Igreja modelou e incentivou as peregrinações como caminhos de fé e de encontro em mistura com as caravanas dos mercadores e conquistadores.


Hoje o turismo absorveu as naturais exigências da mudança sob o cetro dos interesses económicos, culturais e de lazer e submeteram às suas prioridades todos os valores humanos, incluindo os monumentos e as igrejas.


A jornada pastoral do turismo que vai realizar-se em Fátima nos próximos dias 10 e 11 de Janeiro corresponde a uma tarefa integrante da missão da Igreja. Empenhado na sua organização está o Padre Dr. Carlos Godinho da Diocese de Coimbra com o mandato da conferência Episcopal Portuguesa a quem reconhecemos todo o mérito para a levar a bom termo.


A Sé Velha, um dos destinos privilegiados de Coimbra pelo turismo internacional, tem vindo a partilhar iniciativas várias que a rota das Catedrais ajudou a acentuar em várias direções. Estaremos na jornada para recolher novas sugestões e partilhar a nossa experiência.


A simbologia cristã ao serviço da nova evangelização, a pedagogia do acolhimento turístico a par da arte, da história e de novas sensações serão campos a que dedicamos especial interesse.


Mons. João Evangelista Ribeiro Jorge

 


   

O CONCERTO DE NATAL NA SÉ DE COIMBRA

Tudo concorreu para que este ano o habitual concerto de Natal na Sé fosse primoroso e de elevado conteúdo artístico e grande sentido religioso.


O coro D. Inês de Castro e a Orquestra do Norte sob a regência do maestro Artur Pinho Maria com a música de Hendel (Israel no Egipto) e estreia de NOCTURNO EM SIB MENOR prepararam-nos uma tarde de grade prazer espiritual a que não faltou uma adequada apresentação deste concerto natalício no dia da Imaculada Conceição, padroeira de Portugal que há 700 anos teve aqui o seu início. Junto da imagem da Imaculada Conceição, reposta no seu altar há poucos dias, aparecia exposto o documento fac-similado guardado na Torre do Tombo.


A igreja estava cheia a transbordar como o coração de cada um de alegria sã e compensadora.


Já no dia anterior, na liturgia vespertina, o Orfeon Académico participou com grande brilho no canto de vésperas e na missa. Com esta atuação na Sé Velha festejou o seu 133º aniversário em saudade dos que foram e na afirmação da sua continuidade.


Foi uma jornada inesquecível.


Mons. João Evangelista Ribeiro Jorge

 

MENSAGEM PAROQUIAL – MÊS DE DEZEMBRO

Aos queridos paroquianos residentes ou por opção da comunidade paroquial da Sé Velha e aos amigos de perto ou de longe:


Chegou o mês do Natal e com ele as lembranças do presépio e o aconchego da família. É o mês primeiro do ano litúrgico.


Na história da salvação que se desenvolve durante o ano inteiro, as quatro semanas de preparação do Natal celebram isto é, trazem à memória e à vida de cada um, todas as grandes etapas e grandes figuras (patriarcas, profetas, juízes e reis), as alianças de Deus com os homens, as infidelidades do povo escolhido, as intervenções de Deus para o salvar dos seus inimigos, que fazem a história da salvação antes da vinda do Cristo.


Duas figuras emergem neste período que antecede a chegada do filho de Deus à nossa história: Maria, a mãe escolhida e João Batista o arauto precursor. Toda esta preparação tem em vista o nosso acolhimento a nossa integração na história da salvação.


Maria, a mãe Virgem, a Imaculada é o centro da nossa celebração no dia 8 de Dezembro e sua véspera. Vinde partilhar connosco a festa da Imaculada Conceição que envolve a apresentação ao público do documento que comprova a autorização para celebrar na Catedral de Coimbra pela primeira vez a missa em sua honra. Passou de devoção popular, privada, a festa litúrgica oficial em 8 de Dezembro de 1320.


Na véspera teremos connosco, às 19 horas o Orfeão Académico que partilha o canto de vésperas e missa vespertina.


Ainda em tempo de Natal recordo que o nosso Papa Francisco nos envia um questionário e pede a colaboração de todos no seu preenchimento (estou ao vosso dispor para qualquer dúvida que surja) para bem da Família. É uma boa troca de prendas. Quem dá também recebe.


Feliz Natal.

Mons. João Evangelista Ribeiro Jorge

 


 

QUESTIONÁRIO PARA O SÍNODO DA FAMÍLIA

O Papa Francisco proclamou a III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, que terá lugar no Vaticano de 5 a 19 de Outubro de 2014 sobre o tema: «Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização». Para preparar esta Assembleia, o Papa convida todos os cristãos a responder ao inquérito sobre a realidade familiar.


Clique na imagem para preencher o questionário.

 

E DEPOIS...

Como fora anunciado, celebrámos no passado dia 16 do corrente mês, a solenidade do aniversário da Sagração da Catedral de Coimbra com uma grande assembleia de fiéis e amigos da Sé Velha.


A participação do prestigiado coro D. Inês de Castro, dirigido pelo maestro Artur Pinho e acompanhado a órgão pelo organista Marcelo Rebelo encheram de harmonias e beleza a cerimónia litúrgica.


A bela imagem da Imaculada Conceição, de Frei Cipriano da Cruz, brilhava com novo brilho no seu altar Barroco também renovado. Tornou-se o centro das nossas atenções e da nossa devoção à padroeira Santa Maria de Coimbra.


Foram apresentados como novos membros do grupo de Guardiães da Sé os Doutores Manuel Augusto Rodrigues, Carlos Encarnação e o maestro Artur Pinho.


A cerimónia foi presidida pelo pároco Mons. João Evangelista que acentuou a importância do culto da Igreja mãe diocesana conhecido e praticado desde o século IV. Referindo-se à sagração da Sé Velha citou o documento do breviário em uso até ao Vaticano II que transcrevemos.


Não havendo nenhum “documento ou sinal com que a dedicação da Igreja estivesse patenteada, o Bispo Álvaro de São Boaventura, com o parecer dos seus cónegos, no dia 31 de Agosto de 1681, da era do Senhor, com ritual de grande solenidade consagrou-a em honra da Virgem Santa Maria e do Confessor Santo António de Lisboa. Mais tarde, o Bispo Manuel Correia, estando ela já afetada pelos anos e profundamente marcada por obras inadequadas, restaurou-lhe a forma primitiva. E, rodeado do colégio dos cónegos da Catedral, e de grande número de sacerdotes e religiosos de toda a Diocese, e na presença de gente nobre, do Reitor e do Senado da Academia de Coimbra, dos magistrados da Cidade e procuradores, e com a manifestação de uma enorme alegria do povo, no dia 4 de julho do ano de 1902, com um rito solene, fez inauguração do templo recuperado. E O Sumo Pontífice, Papa S. Pio X, por decreto, ordenou que a comemoração da Dedicação desta mesma Igreja deve ser celebrada, todos os anos, nesta data”


…Deus providenciará.

 


 

DEDICAÇÃO OU CONSAGRAÇÃO DAS IGREJAS CATEDRAIS

Vem de 320 a festa litúrgica de consagrar a igreja mãe de todas as igrejas e prestar culto à Igreja como templo e assembleia santa.

Nesse ano foi consagrada a Basílica de S. João de Latrão em Roma como catedral do Papa, como Bispo de Roma. Nela celebra o Papa, todos os anos, a Eucaristia, em Quinta-Feira Santa.


Durante 16 séculos nela se realizaram cinco grandes Concílios Ecuménicos e grandes solenidades de vida cristã de Roma e de todo o mundo.


Dedicada inicialmente, ao Salvador, mais tarde, também a S. João Baptista e a S. João Evangelista, aquela igreja é, portanto, a «mãe e cabeça de todas as igrejas» como se lê no seu frontispício. Na verdade, o Bispo de Roma é ao mesmo tempo o Sucessor de Pedro e, por isso, o “perpétuo e visível fundamento da unidade, não só dos Bispos, mas também da multidão dos fiéis” (L.G. 23).


Comemorando a dedicação dessa igreja no dia 9 de Novembro, centro de unidade do Povo de Deus, celebramos o mistério da única Igreja de Cristo. Unindo-se, nesse dia, à Igreja de Roma, as Igrejas de todo o mundo reconhecem que Ela continua a manter a «presidência da comunidade» de que falava já Santo Inácio de Antióquia.


À semelhança do que se passa com aquela Basílica, em relação à Igreja universal, também em todas as Dioceses se celebra, cada ano, a Festa da Dedicação da igreja Catedral. Em Coimbra é no dia 16 de Novembro, à qual estão “ ligadas todas as paróquias e comunidades, que constituem a Igreja diocesana".


Assim a Igreja de Cristo deve ser e revelar na sua simbologia a sua Unidade, a sua Santidade, a sua Catolicidade e a sua Apostolicidade ao serviço da verdade e da tradição e da história da Salvação.

 

Mons. João Evangelista Ribeiro Jorge

 


   

Mensagem paroquial – mês de Novembro

Estamos no mês de Novembro a pensar na Solenidade da Dedicação da nossa Catedral no dia 16, sábado, como indica o Directório Litúrgico Português.


Nos passados anos mais próximos temos feito um percurso que veio de uma simples e quase desconhecida celebração litúrgica paroquial até ao esplendor e brilho de um acontecimento mais alargado assumido pela Diocese e cidade de Coimbra, com melhoramentos, programas e participação artística a condizer.


Pessoalmente gostaria de poder contar neste ano com os paroquianos residentes e por opção, os Guardiães, os voluntários e trabalhadores do Centro Social Paroquial, os nossos utentes e amigos desta Igreja.


Em espirito missionário, cada um de nós saiba que a sua presença é um contributo de apoio e de alegria para o Bem dos outros e para a glória de Deus que nos deu uma tão bela Casa.


Todos são convidados pela nossa Padroeira, Santa Maria de Coimbra, por Cristo Nosso Senhor que nela mora e pelo Espirito Santo que nos une e conforta.


Mons. João Evangelista Ribeiro Jorge

 


 

Com Fátima pelos caminhos da Fé

A jornada mariana que reuniu em Roma nos dias 12 e 13 de Outubro uma enorme multidão vinda de todos os confins da terra, convocada pelo Papa Francisco para louvar Maria e enaltecer a sua mensagem de Fátima foi um inolvidável acontecimento para a história da Igreja.

Foram convidados todos os santuários marianos para concelebrar com o Papa entre os quais nós, igreja Catedral velha de Coimbra como Santuário de Santa Maria Assunta desde o século XII. Fomos também convidados e não podíamos faltar.

O tema da jornada foi a mensagem de Fátima que teve como reforço, para a tornar mais viva, a presença da imagem de Maria que se venera na capelinha das aparições.

Várias vezes nos ocorreu à mente a expressão do nosso Cardeal Cerejeira, “não foi a Igreja que criou Fátima mas Fátima que se impôs à Igreja”. Agora tornou-se claro que Fátima é um acontecimento de referência que ultrapassou as fronteiras de Portugal e ganhou a Igreja inteira e o mundo inteiro. A edição especial do L'OSSERVATORIO ROMANO aparece com o título alterado para L'OSSERVATORIO DI FÁTIMA.

O Milagre do sol em 13 de Outubro de 1917 foi a resposta ao pedido de Lúcia “para que todos acreditem que nos aparecestes”. Foi um milagre preanunciado e capaz de afrontar os espíritos mais resistentes aos quais era oferecido um sinal com suficiente visibilidade: ver para crer.

Mil sacerdotes concelebraram com o Papa Francisco no dia 13 de Outubro perante uma multidão que enchia a Praça de S. Pedro e a Via della Conciliacione.

Da Diocese de Coimbra encontramo-nos 5 sacerdotes. Deixamos um pequeno texto sobre a Sé Velha na secretaria da organização das jornadas marianas do Papa Francisco (mais um enamorado de Fátima).

Que este ano da Fé, sirva de apoio ao começo duma verdadeiramente nova Evangelização com a bênção de Maria, a Senhora de Fátima.


Mons. João Evangelista Ribeiro Jorge

 


 

A Sé Velha em Roma

Em 12 e 13 do corrente mês de Outubro, realiza-se em Roma uma jornada Mariana, patrocinada e presidida pelo Papa Francisco, com a presença da imagem da Capelinha das Aparições de Nossa Senhora de Fátima para a qual a “ Sé Catedral Velha de Nossa Senhora da Assunção” foi convidada.

Uma pequena delegação da Sé Velha estará presente nessa jornada levando consigo as glórias que esta igreja guarda da proteção de Santa Maria de Coimbra ao longo de toda a história de Portugal.

Também faz parte da nossa bagagem a primeira missa celebrada em honra da Imaculada Conceição de Maria sendo uma simples devoção popular vinda do oriente, e se tornou a Padroeira de Portugal, cativou a alma do povo e a adesão, com juramento, dos doutores de Coimbra até à véspera da proclamação da Imaculada Conceição como verdade de fé Católica em 1854.

Levamos também a lembrança do abandono a que foi votada no século XVIII ficando apenas entregue a Nossa Senhora da Assunção e aos muitos movimentos e iniciativas para a sua dignificação que ainda se mantêm activos.

Que esta jornada mariana sob a proteção de Nossa Senhora do Rosário de Fátima desperte no povo Cristão o sentido missionário de salvação dos povos islamitas como o sentiu Santo António (patrono secundário da nossa Sé) e correspondendo ao vivo empenho do Papa Francisco.

E que a devoção do rosário difundida após a vitória dos Cristãos em Lepanto se torne um abraço de amor e de paz com os irmãos islâmicos.


Mons. João Evangelista Ribeiro Jorge

 

Sé Velha – Outubro de 2013

Mensagens aos paroquianos residentes e por opção

O mês de Outubro é um mês missionário.

A Sé Velha só pode sobreviver como local de culto dignificado se encontrar o sentido missionário da vida Cristã. Com efeito o número de nascimentos nos últimos anos, na secular freguesia de Almedina mal ultrapassa o Zero, como falar de vida nova? Como manter o culto? Só uma consciência missionária desperta dos filhos de Deus na Diocese de Coimbra poderá manter uma assembleia orante na sua igreja mãe.

Espirito missionário tem-no aquele cristão que vive a sua fé obedecendo à ordem de Cristo, “Ide e ensinai”. Chegamos ao tempo em que esta ordem se pode cumprir sem ser preciso deslocar-se para longe. Bem perto de nós há muita gente que desconhece a Cristo e por isso não O ama nem cumpre os seus mandamentos. Sem Cristo não há vida. A vida que alguns vivem sem Cristo é vida morta.

Para renovar a vivência da Fé e da vida nova na Sé Velha, lançamos a ideia de incluirmos como paroquianos por adopção os que possam e desejem participar connosco numa nova experiência em cumprimento do “ Ide e Ensinai “.

Aliás, esta preocupação de renovação da Igreja pela descoberta da alma missionária que está na Fé em Cristo é uma clara preocupação do nosso Papa Francisco.

Nas celebrações dominicais incluímos os paroquianos residentes com os paroquianos por opção nas nossas intenções como membros da comunidade paroquial.

A Sé Velha tem razões para merecer o carinho e o amor dos Conimbricenses.

O número de paroquianos por opção é neste momento de 81 e continua a receber todos os dias novas adesões. Todos os meses mantemos contactos pessoais e através dos nossos meios de comunicação (“site” e email) dando conta da vida da paróquia.

Como pároco cumpre-me alertar todos os paroquianos para este compromisso com a comunidade Cristã.


Mons. João Evangelista Ribeiro Jorge

 

 


 

Mensagem paroquial – mês de Setembro

Aos paroquianos amigos residentes em Almedina ou por opção.

Trouxe-nos o mês de Setembro um apelo do nosso Papa Francisco a favor da paz, contra a guerra e contra a proliferação das armas e contra a violência.

É do senso comum que as boas práticas precisam de boas teorias e que as boas teorias só se revelam como tal nas boas páticas.

Em todos os domínios do pensar e do agir humano esta norma se confirma. Das doutrinas ou das ciências especulativas até às ciências técnicas e às políticas a sabedoria humana e a cultura se iluminam com esta máxima do senso comum.

A especialização em qualquer matéria tem de a respeitar para ser útil e conduzir o progresso para o melhor Bem de todos. A desconformidade entre a boa teoria com a sua prática não produz senão maus frutos.

O Papa Francisco tem uma boa teoria sobre a Paz e mostra-a quase todos os dias. Bem apoiado na Esperança (a certeza de que o bem vence o mal) contrapõe-se à teoria da guerra (a violência só gera violência). Para passar estas teorias à prática convida-nos, apela aos cristãos e a todos os homens de bem que se mobilizem pela Esperança, no jejum, na purificação e na oração.

Em todo o mundo foram muitos os que no dia 7 deste mês responderam ao convite do Papa Francisco que como sentinela vigilante preocupado com os rumores de guerra que enchem os nossos corações de angústias, porque já passaram a fase da ameaça para começarem a mostrar os horrores da destruição e morte de inocentes.

Outros muitos não se deram conta da importância do apelo do Papa Francisco, mas o eco de apelo mantem-se vivo.

É chegada a hora para Deus interferir na história dos homens com a colaboração dos próprios homens. Saibamos assumir a dignidade de sermos livres na defesa da Paz com o Papa Francisco.


Com amizade,

Mons. João Evangelista Ribeiro Jorge

 

 


 

Resposta ao apelo do Papa Francisco

Um dia de Jejum, Reconciliação e Diálogo com Deus


“A todas as pessoas de boa vontade"

"A violência nunca gera paz. A guerra gera guerra, a violência gera violência"

"Rezar, num espírito de penitência, para pedir a Deus esta dádiva [da paz] para a amada Síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo".

(Papa Francisco)


Sábado, 7 de Setembro de 2013 na Sé Velha

15 Horas - Acolhimento no Claustro (Capela do Crucifixo). Diálogo inicial sobre o tema: Deus Criador e Pai

16 Horas – Formação de grupos e Confissão para quem a desejar

17:30 Horas- Oferta de pão e água

18 Horas- Hora de oração: Adoração e Acção de graças

19 Horas- Vésperas e missa dominical com evocação das vítimas dos incêndios em Portugal


Venha e traga o seu coração com o Bem que nele há. Deus ama-o(a)


 

REFLEXÃO DE UM PAROQUIANO DA SÉ VELHA

IGREJA OU CATEDRAL?

 

Tem sido objeto de alargada problematização, em particular a partir do início do século XX, mas não apareceu ainda quem, de direito e com propriedade, se tenha pronunciado em termos de acabar, de uma vez por todas, com mal entendidos. Partamos do conceito dos Igreja e de Catedral, segundo o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea:


Igreja : “lugar de culto, para uma comunidade religiosa..“1


Sé(=Catedral)“.Igreja do Bispo Residente; igreja – Mãe da Diocese”2


Qual é, afinal, a catedral de Coimbra: A Igreja dos Jesuítas ou a velha e histórica catedral de Coimbra, a Sé Velha?


Porque persiste esta indefinição? e, se há dividendos, quem os procura? ou será que se espera que uma latente modorra de uma chama fria tome conta da razão que move aqueles oponentes que sentem ter a verdade do seu lado?


Será que se aguarda que a escuridão se torne verdade quando fôr a única “afirmação” a pairar, sem oposição declarada? não fora o peso e a força objetiva da História e pensaríamos assim..


Oh quão nefasto e ardiloso se apresenta o espírito dos humanos

 

Para ler o texto completo clique AQUI s.f.f.

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1 ACADEMIA Portuguesa das Ciências, Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, VolII, Verbo, Lisboa,200, 12023,1

2 Op cit, . Vol II, p 3352,-1

 

Mensagem paroquial – mês de Agosto

Amigos paroquianos residentes e por opção.

O mês de Agosto traz-nos no dia 15 o dia da Padroeira da Sé Velha, Santa Maria de Coimbra.

O precioso retábulo gótico dá-nos a imagem da Senhora elevada ao Ceu em corpo e alma: É uma festa litúrgica lembrada em todas as comunidades paroquiais, igrejas e capelas da nossa diocese.

Porque é um grande dia Santo e feriado Nacional, convidamos todos os nossos paroquianos para não faltarem a alguma das celebrações, ou a da vigília, dia 14 às 19 horas com vésperas, ou a do dia 15 às 11 horas. Venham todos à festa para, à vista da glória do céu que nos espera, louvar Maria e agradecer a Sua proteção.

O mês de Agosto é o mais turístico dos meses do ano. As visitas são muitas mas nem todas entram e colaboram com os 2€ que o pequeno cartaz, reproduzido aqui, nos esclarece para que servem. É que os encargos com um bom acolhimento são também cada vez mais elevados.

No mês passado tivemos a visita honrosa do Ex.mo Senhor Embaixador da Noruega em Portugal que nos transmitiu os seus agradecimentos em carta muito elogiosa e da qual transcrevemos o seguinte período; “Pessoalmente senti-me extremamente tocado pela tradicional e imponente igreja onde experienciei sentimentos que me fizeram sentir como parte integrante de algo imensamente superior.”

É assim a Sé Velha.

Mons. João Evangelista Ribeiro Jorge

 

   

Mensagem paroquial – mês de Julho

Caros paroquianos da Sé Velha: residentes e por opção.

Chegou o mês de Julho, quente nas temperaturas, escaldante nas políticas e promissor de Esperança na nossa vivência cristã: Um Papa Francisco, fonte semanal de boas noticia, um novo Patriarca de Lisboa com gestos, maneiras e ideias de Francisco, e em Coimbra a festa da Rainha Santa a atrair o coração dos Conimbricenses para a sua auto estima de missionários da lusofonia.

Na Sé Velha reabrimos as portas do nosso Claustro Gótico onde se guarda o túmulo do que foi o grande governador de Coimbra no século X e que a colocou no mapa das cidades grandes, D. Sesnando.

O Senhor Reitor da Universidade de Coimbra, Prof. Doutor João Gabriel Silva, ainda sob o impacto da honrosa distinção da UNESCO, deixou-nos uma mensagem de colaboração futura que muito contribuirá para a dignificação da Catedral de Coimbra.

A presença das autoridades administrativas, da Santa Casa da Misericórdia, e de muitos amigos, vieram trazer-nos a sua estima e o impulso a continuar a obra de dignificação da Sé Velha.

Com a missa que celebramos em seguida, homenageamos a memória dos que fizeram a Sé Velha e nela deixaram parte das suas vidas e alguns, as próprias ossadas.


Com amizade,

Mons. João Evangelista Ribeiro Jorge


 

Claustro Gótico da Sé Velha